Filipe Luís esclarece: "Covarde quem tapa a boca, jamais colocaria em dúvida a palavra da vítima"

Filipe Luís (Créditos: AFP)
Treinador do Flamengo disse que era a palavra de um contra a de outro
Depois de receber uma chuva de críticas pela forma como abordou o alegado caso de racismo entre Prestianni e Vinícius Júnior, Filipe Luís, treinador do Flamengo, voltou hoje a abordar o caso em jeito de esclarecimento.
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"Reconheço que minha declaração, diante da extrema sensibilidade do tema, pode ter aberto margem para interpretações distintas. Por isso, considero fundamental reforçar publicamente a minha posição, que sempre foi inegociável: o racismo é crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países. Trata-se de uma conduta inaceitável, que deve ser combatida e punida de maneira firme. O futebol, como espaço de diversidade e integração, não pode tolerar qualquer forma de discriminação", afirma Filipe Luís em comunicado.
Depois, reforçou a opinião: "Reforço ainda que, antes da partida, em entrevista exclusiva ao detentor de direitos do jogo, expus a minha visão sobre o episódio, classificando como covarde a atitude do jogador que tapou a boca para praticar atos racistas. Jamais colocaria em dúvida a palavra da vítima num caso grave como esse. Por fim, reitero o meu total apoio a Vinícius Júnior em mais um lamentável episódio envolvendo racismo no desporto, algo que já não deveria mais ocorrer, mas que infelizmente ainda se repete e, muitas vezes, passa impune."
Na declaração que gerou críticas, Filipe Luís tinha referido que era uma questão de palavra de um jogador contra a de outro e que não poderia julgar.

