Os três campeões do mundo sub-17 têm tudo alinhavado com a SAD para a renovação de contrato até 2031, com cláusula de rescisão alta. Processos avançaram de forma significativa nos últimos dias ao ponto de faltar apenas a oficialização, que deverá acontecer à medida que Anísio Cabral, Daniel Banjaqui e José Neto fizerem 18 anos.
O futuro do Benfica passa por Anísio Cabral, Daniel Banjaqui e José Neto, três jovens que se sagraram campeões do mundo de sub-17 estreados na equipa principal das águias por José Mourinho e que, apurou O JOGO, vão selar em breve a sua ligação ao emblema da águia até junho de 2031. Os contratos estão prontos a ser assinados, o acordo é total com o ponta-de-lança e os dois defesas, estando incluídas no entendimento cláusulas de rescisão que ascendem a uns mais expressivos 80 milhões de euros.
Vinculados atualmente apenas até junho de 2027, até pelo facto de a legislação desportiva não permitir que jogadores menores assinem contratos com uma duração superior a três anos, os três jovens formados nas escolas do Benfica Campus estão blindados apenas com cláusula de rescisão de 30 milhões de euros, o que suscitou algum interesse de emblemas europeus, sobretudo depois da exposição mediática que tiveram pela conquista, no mesmo ano, do Campeonato da Europa e do Mundial de sub-17, competições nas quais brilharam.
Logo após a última conquista, que data de novembro, José Mourinho chamou a si os três jogadores para os avaliar em contexto de treino com a equipa principal e até já lhes concedeu a estreia, embora com níveis de utilização diferentes. Em paralelo, como O JOGO noticiou oportunamente, o presidente Rui Costa abordou os empresários do dianteiro e dos laterais para discutir os termos da renovação com este trio, mas também com os outros campeões mundiais das águias, casos de Ricardo Neto, Mauro Furtado, Rafael Quintas, Miguel Figueiredo, Tomás Soares e Stevan Manuel.
No caso do trio que já somou minutos sob o comando do Special One, o entendimento com Anísio Cabral e José Neto avançou de forma mais célere, mas o processo também ganhou um ritmo acelerado nos últimos dias com Daniel Banjaqui, tendo a aposta de José Mourinho ajudado no desfecho, mas também o plano traçado pela SAD para estes jovens, uma vez que existe a garantia que farão parte do plantel da próxima temporada e não apenas como opções de recurso, mas sim como candidatos a ganhar muitos minutos e a evoluir no sentido de discutirem a titularidade.
O caso de Anísio apresentava-se como o mais urgente, não só porque completa os 18 anos já no próximo domingo - Daniel Banjaqui faz a 24 de março e José Neto a 19 de abril -, mas porque tem conquistado mediatismo na sequência dos dois golos que já marcou, o primeiro logo na estreia, a cruzamento de Banjaqui a fechar a goleada ao Estrela da Amadora (4-0), e o segundo a garantir os três pontos no embate com o Alverca (2-1), que renovaram a confiança encarnada na corrida pelo título dado o empate entre FC Porto e Sporting, que cortou na diferença pontual para as águias.
Colossos europeus não os perdem de vista
As conquistas que somaram pela Seleção Nacional durante o ano passado, mas sobretudo as exibições superlativas que protagonizaram, atraíram o interesse de alguns dos maiores clubes europeus, seja em capacidade financeira ou em historial de títulos, dado que esses emblemas seguem sempre as grandes competições das camadas jovens. Rapidamente, segundo tem sido noticiado, Barcelona, Liverpool, Chelsea, Marselha, Bayer Leverkusen, Bayern e Nápoles colocaram os olhos em José Neto, tendo os três primeiros também referenciado Daniel Banjaqui. No caso de Anísio Cabral, o Paris Saint-Germain já coleciona relatórios sobre as qualidades do ponta-de-lança, que ainda estará a ser seguido pelo Manchester United.