ENTREVISTA, PARTE II - De Pinto da Costa a Villas-Boas, Cardinal congratula-se com uma viragem rápida no clube
Cardinal faz o apanhado dos últimos tempos do FC Porto.
Cresceu nas Antas, vendo uma era de títulos do FC Porto. Qual era o afeto por Pinto da Costa?
-Desde pequenino vi o Pinto da Costa como um ídolo, o maior presidente de todos os tempos, a figura mais importante da história do nosso clube. Fez um excelente trabalho, catapultou o FC Porto e a cidade para o mais alto patamar mundial. Se todos começaram a falar do FC Porto foi graças a ele. Sempre fui um apaixonado pelo que fez, pela sua dedicação e amor ao clube. Nunca o esquecerei.
As mudanças no clube preocuparam-no, foi uma transição difícil de se ver?
-Os tempos de transição incomodaram-me um pouco, por toda a situação que viveu o clube. Quem aproveitou foram os rivais. Sempre fomos um clube de união e, de repente, via-se a desunião, o afastamento de muitos. Fiquei triste e foram momentos difíceis para o clube, a equipa e a claque. As coisas estão a compor-se, o presidente está a fazer ótimo trabalho, é nítido. O que mais quero é ver o FC Porto a ser o que já foi, um dos maiores da Europa e do Mundo. E, primeiro, a voltar a ser campeão.
Sente que está firme o objetivo do título depois de quatro anos mais difíceis de gerir emoções?
- Com a distância que temos e a que já tivemos, espero que não fuja o campeonato. Com a mentalidade que o treinador passa aos jogadores, o misto de experiência e irreverência, acredito que seremos campeões. Estamos a merecer. Se ganharmos agora, será um passo muito importante; se perdermos, ficará tudo em aberto. Mas não estou a ver o FC Porto a perder muitos jogos. Se não ganharmos, é importante não perdermos.