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Rui Borges nega vitória mais saborosa da carreira: "Essa foi a que deu o bicampeonato"

Rui Borges Mário Vasa

Declarações de Rui Borges após o Sporting-PSG (2-1), jogo da sétima jornada da fase de liga da Liga dos Campeões

Esta foi a vitória mais saborosa da sua carreira? Nuno Mendes disse antes do jogo que gostava de ver o Sporting na final da Champions contra o PSG. As ambições mudam com este triunfo? "Mudam que conseguimos o primeiro objetivo, que é passar a fase de liga, agora é passar diretamente aos oitavos. Isso tira dois jogos do calendário, dá para descansar mais e preparar mais a exigência do campeonato. Não muda mais nada. Vitória mais saborosa não, essa foi a vitória na última jornada contra o Vitória que nos deu o bicampeonato. Isso nunca esquecerei".

Esta vitória pode ser encarada como um tónico para, a partir de agora, dar uma força suplementar ou responsabilidade? "Concordo, tirando só o 'a partir de agora', porque sempre acreditámos que somos bons e os melhores, sempre esteve no meu discurso e eles, se são campeões nacionais, é porque são bons. É só ligá-los nisso e eles têm acreditado sempre, independentemente de tudo, têm sido inexcedíveis na demonstração de qualidade, de grupo e de ambição. Não tenho adjetivos para eles, sou um felizardo por ser líder deste grupo. É o amor e respeito que existe uns pelos outros, ninguém vence sozinho e isso é algo extraordinário e que vem desde sempre. Mas é lógico que esta vitória nos dá um acumular de confiança e oxalá que acrescente mais confiança para encararmos os próximos jogos difíceis, mas o mais difícil será o Arouca, que será a nossa verdadeira Champions. O campeonato é a nossa Champions. Dá um pouco mais de confiança; está a chegar a malta que está de fora, que torna o grupo mais forte e capaz de dar resposta para continuar a vencer."

Como procurou ter equilíbrio entre as saídas mais longas e mais curtas de trás e superar a pressão dos dois homens do PSG: "Foi algo que pedimos. A primeira ligação tinha de ser sempre mais longa no pé, não no espaço, porque o PSG deve ser a equipa mais forte na reação à perda na transição defensiva. É uma equipa muito intensa, com uma capacidade física acima do normal e não íamos ter muito espaço para pensar e dar toques, por isso é que disse ao Suárez que a equipa ia precisar dele e a equipa ligou muito com ele. Trabalho espetacular; o que faltou foi o passe à frente , porque o PSG é extraordinário nesse sentido, e tivemos essa dificuldade porque eles são intensos na pressão e reação. Tínhamos de encontrar a linha atrasada e entrar em ataque rápido ou contra-ataque. Conseguimos ligar muitas vezes com o Luis [Suárez] na primeira parte e se calhar faltou depois oxigénio, porque se tivéssemos mais essa capacidade, teríamos exposto o PSG a vários problemas. Era importante e fazia parte da estratégia. Ligar curto seria difícil e, por eles serem uma equipa tão forte na pressão, têm muitos golos em transição. Sabíamos que, para não nos expor, tínhamos de ir buscar bolas longas. Faltou entrar no segundo momento da parte de criação, mas do outro lado há uma grande equipa".

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