Ex-presidente da UEFA acredita que Gianni Infantino, sucessor de Blatter na presidência da FIFA e antigo secretário-geral da UEFA, faz parte do grupo que o prejudicou. "Gosta de gente rica, poderosa"
Acusado de fraude em 2011, na altura presidente da UEFA, devido a um suposto pagamento de ilegal de milhões feito por Joseph Blatter, ex-dirigente da FIFA, Michel Platini acabou expulso do mundo do futebol sem nunca ocupar o cargo que mais desejava.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o ex-dirigente afirma que seria eleito presidente da FIFA, mas acredita ter sido tramado por um grupo de pessoas. "Estava destinado a tornar-me presidente da FIFA. Tudo aconteceu porque eles não queriam isso. Ser expulso foi uma grande injustiça e, acima de tudo, foi política. Um grupo de pessoas quis matar-me. Criou-se uma atmosfera contra mim. Essa administração, pessoas que não conhecia, não queriam um presidente diferente. O esquema era muito bom, eles podiam ganhar muito dinheiro e não me queriam se mudasse muita coisa. Tinham medo de mim", acrescentou, frisando que o futebol é feito de interesses.
Gianni Infantino, acredita, na altura secretário-geral da UEFA, está entre os que o prejudicaram. "Ele trabalhou muito bem na UEFA, mas tem um problema: gosta de gente rica e poderosa. Faz parte da personalidade dele. Era assim quando era secretário-feral, mas, nessa altura, não era o chefe", apontou.