Ala do Sporting recordou a infância no bairro Cerrito de la Victoria, no Uruguai, em entrevista à Revista Centenario
Qual foi o treinador que mais o marcou? Acho que sem dúvida que vai ser o Marcelo Bielsa. Pela forma como sempre me levou ao máximo. Muito intenso, sempre em cima de nós, a corrigir. As coisas boas, deixa-as passar e insiste no que quer que faças em alguma situação. É bom porque sempre nos deixa alerta, no máximo. É o que agora me acontece no Sporting em todos os jogos, estou sempre no máximo, ajuda-me muito.
Crescer num bairro pobre: "Nasci no Cerrito de la Victoria, perto do Cemitério do Norte. Foi incrível, ensinou-me tudo o que sou hoje. Deixou-me muitos amigos. Agora tenho casa noutra zona, um pouco mais acima, mas continuo a ver os amigos do bairro. Recordar esses tempos deixa-me a pensar sobre tudo o que vivemos. Foi difícil. Hoje estou aqui e soube tirar o melhor da situação.
O que faltou e o que sobrou? "Foi muito difícil a questão da comida. A minha mãe tinha de cuidar de nós e quando trabalhava ficava a irmã mais velha. Houve momentos em que passámos muito mal. Mas sei que Deus sempre esteve ao nosso lado e pudemos seguir em frente."