Declarações de Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, na antevisão ao jogo frente ao Famalicão, agendado para as 15h30 de sábado
Seleção sub-17: "Gostava de deixar uma nota à nossa seleção sub-17, que fez algo de fantástico, que nos enche de orgulho. Significa que há muita coisa a ser bem feita no nosso futebol. Às vezes, perdemos muito tempo a falar de coisas que, no fundo, são acessórias. A seleção sub-17 merece toda a nossa atenção, relevar este feito fantástico, que nos enche a todos de orgulho, enquanto portugueses e profissionais da área."
Efeitos da paragem: "Não gostamos de estar sem jogo, falta-nos algo, mas é o que é e deve-se um bocadinho à nossa incompetência e ao facto da pausa ter sido tão longa. A equipa técnica e os jogadores não esquecem isso, é algo que vai marcar-nos até ao final da época, mas aproveitamos para trabalhar, tivemos um jogo-treino com o Gil Vicente que foi importante para a aquisição de algumas valências, e agora vamos ter pela frente um adversário que tem um dos plantéis mais bem constituídos da I Liga. É uma equipa muito bem trabalhada, com um processo que não é o processo mais complexo, mas que tem muitas variantes e é muito difícil de parar. É uma equipa que sofre poucos golos e temos de ser muito rápidos a ir buscar novamente os índices competitivos, que aqui e ali se podem sentir por estarmos há tanto tempo sem competição, que têm de entrar logo após o primeiro apito do árbitro porque o adversário é muito duro. Queremos estar à altura para conseguir os três pontos em nossa casa, junto dos nossos adeptos."
Jogo aberto e detalhes decisivos: "São duas equipas que vão querer vencer, que gostam e sabem ter bola, mas faz parte da nossa competência saber fechar o jogo nos momentos em que não temos bola. Vai ser um jogo com uma componente tática muito grande, porque as duas equipas têm as identidades muito bem definidas. O Famalicão vem fazer aquilo que faz sempre, jogar de igual para igual com qualquer adversário, assim como nós, e será um jogo decidido nos detalhes. Para haver sucesso no jogo tem de haver falhas, essas falhas têm de ser exploradas e trabalhamos para falhar o menos possível e explorar as falhas do adversário. Será seguramente um jogo decidido nos detalhes, um aspeto em que cada vez mais maduros, mais completos no que é a nossa ideia e vamos estar à altura do jogo."
Ciclo com mais jogos: "É disso que mais gostamos. Na escola temos o teste para poder dar passos em frente, mas aqui é o jogo que nos vai balizando, mostrando o nível em que estamos, os pontos que conquistamos, e nós, nós gostamos muito de jogar, é aquilo que nos motiva... o ambiente do jogo em nossa casa, de jogar para os nossos adeptos. O que mais nos satisfaz é sentir que os moreirenses se revêm no que fazemos semana após semana, e como é óbvio semanas sem jogo não são a mesma coisa. É o calendário que ganhamos, não ganhando na Taça. Mas queremos muito dar uma boa resposta ganhar amanhã."
Equipa de continuidade ou mudança: "Não acredito muito em revoluções, independente de podermos ter uma série mais ou menos positiva. Acredito muito no trabalho a médio/longo prazo deste novo projeto do Moreirense pelo que dificilmente haverá uma revolução. A pausa foi interessante para dar algum tipo de atenção a alguns jogadores que precisavam de melhorar determinados aspetos. Há muitos treinadores que se queixam que não têm tido para trabalhar, mas nós temos tido tempo para trabalhar e tornar o processo mais completo, a equipa mais versátil. Mas precisamos do jogo para colocar determinar situações em prática."