Guarda-redes polaco fez várias revelações curiosas numa entrevista à revista GQ
Wojciech Szczesny, veterano guarda-redes polaco do Barcelona, admitiu esta sexta-feira que luta bastante para se manter dentro do limite de peso definido pelo clube espanhol, o que nem sempre é fácil devido ao seu amor por comida.
Em entrevista à edição polaca da revista QC, o experiente guardião, de 35 anos, revelou que a sua forma física até já motivou piadas em contexto de balneário, mas salientou a forma como, apesar desse gosto por comer, conseguiu ter uma longa carreira de alto nível, com passagens por clubes como a Juventus, Roma e Arsenal antes de rumar aos catalães, em 2024, após ter voltado atrás numa retirada dos relvados.
"Aos futebolistas, não se permite que subam de peso. Os seus contratos incluem severas sanções económicas. Eu gosto de comer e, ainda que consiga manter-me dentro do limite de peso, bati o recorde da massa corporal do Barcelona. Uma vez, Lewy [Robert Lewandowski] gozou comigo no balneário da seleção polaca, disse: 'Como é que Szczesny pôde ter uma carreira assim com esse corpo?'. Nunca fui um jogador que treinasse mais duro do que outros, mas consegui manter o mesmo nível alto ao longo dos meus 18 anos de carreira. Talvez nunca tenha chegado a um dez perfeito, mas também nunca baixei de um oito. Se tivesse ido sempre a toda a velocidade, teria conseguido vários dez e seis, mas mantive-me firme e foi isso que me permitiu construir uma carreira longa", explicou, contando ainda que não ganhou qualquer dinheiro na época passada: "Joguei grátis. O que recebi do Barça foi exatamente o que tive de devolver à Juventus por rescindir o meu contrato antes do tempo".
De resto, Szczesny revelou que os seus treinos têm sempre uma duração limitada, devido a ter fraturado os dois antebraços em 2008, ao serviço do Arsenal, o que levou a que lhe fossem colocadas placas de ferro que lhe provocam dores quando faz esforços prolongados.
"Chega um momento durante o treino em que perco por completo a sensibilidade das mãos. Nem sequer consigo segurar uma garrafa de água, por causa das dores. Então, os treinadores e eu brincamos que o treino acabou porque estou paralisado outra vez, mas a realidade é que já estou farto deste sofrimento. É pior na pré-época, durante sessões de treino muito exigentes. Durante a época, é mais fácil porque fazemos duas sessões de treino e depois um jogo, então as mãos descansam e não é tão severo. [As dores] Estendem-se do pulso ao cotovelo", detalhou.