Craque do Panathinaikos conhece o extremo do campeonato neerlandês e diz que vai tentar falar com ele antes do início do jogo
Tonny Vilhena é, aos 28 anos, uma figura de primeiro plano do Panathinaikos, sendo o reforço mais destacado dos helénicos já com impacto adquirido na equipa nestas pré-eliminatórias de acesso à Champions, que apresentam, agora, os verdes de Atenas ao Braga, já na quarta-feira.
"Estou num grande clube, com muitos bons jogadores, que leva muitos anos sem jogar a alto nível na Europa. O que estamos a viver agora motiva-nos muito e vamos tendo a certeza que nos podemos bater com os grandes do continente. Vamos ver o que acontece com o Braga", adianta Vilhena, identificando um dos perigos do rival português. "Conheço bem o Bruma, que jogou na Holanda. Está a fazer um grande trabalho e é um fantástico jogador. Vou tentar cumprimentá-lo no início e pedir para ficar mais relaxado no campo. Sem acelerar tanto", graceja.
O internacional neerlandês é um médio-ofensivo com reputação adquirida como pérola lançada pelo Feyenoord, aprendendo logo com Van Persie e Kuyt, ganhando estatuto ainda nos russos do Krasnodar, tendo passado as últimas épocas no Espanhol e Salernitana. Com 15 internacionalizações e um percurso fortíssimo nas seleções jovens - foi estrela de uma final ganha pelos Países Baixos no Europeu de sub-17, onde também brilhara Depay - o jogador do Panathinaikos tem uma relação também indelével com Portugal, já que o pai angolano viveu várias fases da vida em Lisboa, junto do avô do médio-ofensivo, recentemente falecido. As visitas a Portugal foram frequentes e uma delas foi traumatizante para o FC Porto. Pelo Krasnodar, Vilhena marcou o primeiro golo da vitória dos russos no Dragão (2-3), disputava-se então o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões na época 2019/20.