Prestes a iniciar a segunda época na Arábia Saudita, Alfa Semedo fala de um país que o surpreendeu pela positiva e do impacto que este defeso terá no futuro
As ideias sobre a Arábia Saudita não eram as melhores quando Alfa Semedo deixou Portugal, mas rapidamente percebeu que a realidade não era igual ao que lhe contavam. Sem fechar portas a um regresso, o médio mostra-se entusiasmado com esta revolução no futebol saudita.
De férias em Portugal, continua a acompanhar as mudanças no futebol da Arábia Saudita?
-Sim, e é muito bom. Quantos mais jogadores de qualidade, melhor para o campeonato. Estas chegadas trazem uma motivação muito grande para mim e para os meus colegas. A exigência vai ser maior e o campeonato vai crescer e ser visto em todo o mundo. Não é todos os dias que defrontamos Ronaldo ou Benzema.
Há algum jogador que está desejoso de enfrentar?
-Benzema e Kanté. O Benzema nos últimos três anos tem sido dos melhores do mundo. E o Kanté é o Kanté, um dos melhores médios do planeta.
Como tem sido jogar na Arábia Saudita? O país surpreendeu-o?
-Esta época foi boa em termos individuais e coletivos. A vida aqui surpreendeu-me em algumas coisas pela positiva. Antes de me mudar, meteram-me tanta coisa na cabeça que pensei que não poderia fazer mais nada, apenas treinar e trancar-me em casa. Mas quando cheguei, vi que era totalmente diferente. É uma cultura diferente e um país exigente, mas também muito tranquilo e seguro. Não é como em Portugal, mas faço uma vida normal.
O que conseguia fazer em Portugal e não aí?
-Uma coisa simples como acordar de manhã e por volta do meio-dia ir almoçar. Na Arábia Saudita ninguém almoça por essa hora. Os sauditas acordam muito tarde e os estabelecimentos começam a abrir por volta das 14h00 ou 15h00. Se tentares ir a um restaurante almoçar por volta do meio-dia, não vais encontrar muita coisa boa.
Na Arábia, como viram a chegada de Ronaldo?
-Foi muito falado. A chegada mudou tudo e mais alguma coisa. O campeonato, a imprensa e até os jogos, que começaram a passar em países em que nunca se imaginou. Mudou por completo, mexeu com tudo.
Acreditava na vinda dele?
-Sinceramente, não acreditava. Quando jogámos com o Al Nassr tive a oportunidade de lhe pedir uma foto. E ele tirou foto connosco, foi muito tranquilo.
Tem contrato até 2024. Voltar a Portugal está nos seus objetivos?
-Se há dois anos me dissessem que estaria agora na Arábia Saudita, eu talvez dissesse que não estavam bem da cabeça. No futebol nada é garantido, tudo é possível. Tenho contrato até fim da época e logo se verá o que acontece.