ENTREVISTA, PARTE II >> Tomás Costa, antigo jogador do FC Porto, não conheceu pessoalmente o treinador portista, mas elogia-lhe a mentalidade vencedora
Tomás Costa representou o FC Porto entre 2008 e 2010 e não esconde o orgulho pelo "título de grandeza" que isso significou na sua carreira. O argentino foi campeão na primeira época, perdeu o título na segunda e saiu naquela que seria a temporada da última conquista europeia. Por isso, pela experiência que teve, desdramatiza o segundo lugar da equipa neste momento. Falando numa base "espetacular" de jogadores e de um treinador "seguro do que faz", Tomás Costa acredita que o futuro será risonho.
Os anos no FC Porto foram os melhores da carreira?
-Foram distintos. Foi o meu primeiro passo na Europa e há a importância para um jogador que tem no currículo uma passagem pelo FC Porto. Ser ex-jogador do FC Porto é um título de grandeza. "Ah, o Tomás Costa, que jogou no FC Porto"... Fica logo a ideia que joguei num gigante e isso é algo impagável. Foi o primeiro lugar onde vivi sozinho, sem a família, conheci pessoas que via pela televisão. Teve uma importância muito grande.
Em 2009/10, o FC Porto não ganhou o campeonato. Como é que o balneário viveu esse período menos positivo?
-É difícil porque estás habituado a ganhar, mas a verdade é que todas as equipas preparam-se para isso. Nessa temporada, perdemos o campeonato para o Benfica e foi muito doloroso, mas tinha havido uma mudança grande no ano anterior, saíram o Lucho e o Lisandro que eram muito mais do que apenas dois jogadores, eram referência do plantel e a imagem da equipa no balneário. Chegaram muitos jogadores novos e a temporada seguinte acabou por ser maravilhosa com essa base de jogadores que o Jesualdo formou. Talvez o prémio tenha chegado só no ano seguinte.
Isso pode repetir-se?
-Creio que sim. Num clube com a mística do FC Porto, dentro do negativo de falhar o título, é sacar o máximo positivo e preparar o ano seguinte para que seja excelente. Creio que o FC Porto tem uma base espetacular e será uma questão de projetar bem a próxima temporada. Mas não deixa de ser duro falhar o título.
Conheceu Sérgio Conceição? Que lhe disseram sobre ele?
-Não o conheci pessoalmente, mas sigo o seu trabalho. Parece-me uma pessoa muito positiva com uma mentalidade vencedora, seguro do que faz, e a equipa é o seu reflexo. Falei com os meus ex-companheiros sobre ele, mas sem grandes detalhes.