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Benfica atrás do jackpot da Champions e tem um dado histórico a favor

epa10126547 Mykola Shaparenko (R) of Dynamo Kiev and Gilberto (L) of SL Benfica in action during the UEFA Champions League first leg play off match between Dynamo Kiev and SL Benfica in Lodz, central Poland, 17 August 2022. EPA/Grzegorz Michalowski POLAND OUT EPA

Após ganhar 2-0 uma primeira mão na Europa, o Benfica tem-se dado quase sempre bem. Em casa nunca caiu, mas deixou fugir uma vez a vantagem.

Em 18 de 21 eliminatórias europeias, o Benfica seguiu em frente após ganhar por dois golos a primeira mão e só por vez não conseguiu aguentar uma vantagem de dois golos trazida do estrangeiro, a mesma que a equipa tem após o triunfo 2-0 em Lodz diante do Dínamo Kiev (golos de Gilberto e de Gonçalo Ramos).

Foi diante do Ajax e já lá vão 53 anos dessa única desfeita que culminou com a eliminação das águias na Taça dos Campeões.

Mas, refira-se, esta não se concretizou no Estádio da Luz. Uma equipa com Eusébio, Coluna e Simões como figuras de proa e guiada por Otto Glória começou por vencer por 3-1 em Amesterdão, resultado que se repetiu na Luz a favor dos neerlandeses orientados por Rinus Michels. Foi então necessário recorrer a um jogo de desempate, realizado em Paris, e que após prolongamento foi ganho por 3-0 pelo Ajax, onde brilhava já Johan Cruyff.

Desde então, o Benfica conseguiu aguentar sempre dois tentos de avanço trazidos fora de casa, o que aconteceu em mais cinco ocasiões na sua história. Por ordem cronológica, as vítimas foram o Nantes (1978/79), Honved (1989/90), Lierse (1995/96) e, já neste século, o Trabzonspor (2013/14) e o Spartak de Moscovo. Esta última equipa, curiosamente, na temporada passada, quando os portugueses foram à Rússia triunfar por 2-0, conseguindo repetir a dose na Luz, o que lhes permitiu avançar então para o play-off da Champions. Com Rui Vitória do outro lado da barricada, para a equipa portuguesa de Jorge Jesus marcaram Rafa e Gilberto, este a fechar o score fora de portas. Em Lisboa, o Benfica confirmou o apuramento com tentos de João Mário e de Gigot (na própria baliza).

Se analisarmos percentualmente, com cinco sucessos em seis ocasiões após conquistar dois golos de vantagem fora, o Benfica leva uma taxa de 83 por cento de apuramentos e no total - 18 qualificações em 21 tentativas - dessa vantagem o aproveitamento sobe para 86 %.

Rodrigo Cortez