Sporting

"A deliberação tem de ser autónoma e da forma que está é uma ilegalidade"

. Pedro Rocha / Global Imagens

Três questões a João Gaspar, candidato à MAG pela lista de Nuno Sousa em 2022, e Tito Arantes Fontes, candidato à MAG pela lista de José Couceiro em 2013, sobre a Assembleia Geral para aprovação do orçamento e aumento de quotas do Sporting.

Inquérito

1 - Vê algum problema de o ponto único da AG - "Apreciação e votação do orçamento" para o próximo exercício - contemplar o aumento de quotas ou acha que deveria haver uma votação separada?

2 - Concorda com os aumentos de quotas propostos pela Direção?

3 - Que opinião tem sobre a criação de um novo escalão designado por Sócio A+?

João Gaspar, candidato à MAG pela lista de Nuno Sousa em 2022

1 - Evidentemente que deveriam ser pontos separados. O aumento de quotas tem de ser uma proposta fundamentada e estudada. Uma alteração de quotas pode ser proposta por sócios, Conselho Diretivo ou pela MAG, mas tem de ser discutida em Assembleia Geral. Pressupõe-se uma deliberação de forma autónoma, isso está escrito nos estatutos e é uma função específica dos estatutos da MAG. Deveria ter sido apresentado aos sócios, de forma atempada, um aumento de quotas e só posteriormente ter sido mandado para a aprovação do orçamento. Da forma como está, esta questão é uma ilegalidade.

2 - Não concordo com a forma, porque, formalmente, é ilegal, mas concordo com o conteúdo. As quotas não eram aumentadas há 15 anos, é uma medida acertada da Direção.

3 - Não vejo problemas. Agora, tem de ficar claro que pagar mais não pode conferir direitos por qualquer razão. Desde que não criem benefícios para o sócio e que se mantenha o padrão de direitos, não há impedimentos a assinalar.

Tito Arantes Fontes, candidato à MAG pela lista de José Couceiro em 2013

1 - Pode, perfeitamente, estar num único ponto porque as receitas também dependem da quotização. Em caso de estarem dois pontos em discussão, podia dar-se o caso de o orçamento ser aprovado e as quotas serem rejeitadas, o que seria anacrónico, porque para se fazer o orçamento precisava-se de ter o cálculo do que chegaria dessa receita. A solução encontrada visa a coerência e o bom exercício do orçamento. Não vejo qualquer problema. João Palma tem muita experiência jurídica e lidou bem com esta situação.

2 - É um aumento quase simbólico. Não existem aumentos há muitos anos e até digo que é uma proposta modesta. Sabemos que as quotas visam as modalidades, que nos têm dado gáudio, com muitos títulos. Os rivais vão investir forte e precisamos de acompanhá-los. Não há milagres sem receitas.

3 - Há muitos anos que defendia esta categoria. Esses sócios não terão mais direitos, não é sequer uma alteração de estatutos. Simplesmente, os sócios que ajudarão mais o clube é porque financeiramente o podem fazer. É uma medida que aplaudo.

António Pires / Frederico Bártolo