Internacional

RFEF concordou em pagar multa milionária caso Real Madrid e Barcelona falhem Supertaça

Barcelona festeja goleada aplicada no último El Clásico com Real Madrid AFP

De acordo com documentos revelados pela imprensa espanhola

O escândalo em redor da Federação espanhola de futebol (RFEF), a empresa detida por Gerard Piqué e o governo da Arábia Saudita ganhou esta terça-feira novos contornos.

Documentos revelados pelo jornal El Confidencial garantem que o presidente da Federação e o central do Barcelona foram responsáveis por definir os valores que cada equipa receberia pela qualificação à Supertaça espanhola.

Ficou decidido que o Real Madrid e o Barcelona encaixariam seis milhões de euros fixos, números bastante superiores aos definidos para os restantes clubes, com o Bétis, por exemplo, a receber apenas 750 mil euros pelo mesmo apuramento.

Os documentos revelam ainda que Luis Rubiales, presidente da RFEF, no acordo celebrado com os sauditas, concordou em que a Federação pague uma multa de cinco milhões de euros caso o Real Madrid ou o Barcelona não marquem presença na prova, e de dez milhões de euros na eventualidade de nenhum dos emblemas conseguir o apuramento.

O salário de Rubiales, responsável pela organização da prova, estará mesmo dependente da receita que a Federação aufere, pelo que, quanto mais elevado for o rendimento da Supertaça, mais elevado será o salário do presidente espanhol.

Recorde-se que Piqué, referiu recentemente que não vê qualquer conflito de interesses por fazer negócios com a Federação Espanhola de Futebol através da empresa Kosmos, da qual é um dos proprietários, negando ilegalidades no processo em torno da Supertaça espanhola, que desde 2020 é disputada na Arábia Saudita.

Redação