I Liga

Belenenses-Benfica: o peso do jogo que não devia ter acontecido

A goleada do Benfica, por 0-7, pode ter consequências num eventual desempate pela diferença de golos Pedro Rocha / Global Imagens

Jornada em análise >> Os 46 minutos do Belenenses-Benfica mexeram em algumas marcas estatísticas que eventualmente podem ter peso em decisões importantes.

Comecemos pelo mais evidente, a goleada do Benfica, por 0-7, pode ter consequências num eventual desempate pela diferença de golos. Para isto acontecer, é preciso que as equipas empatadas em pontos estejam em igualdade de critérios que priorizam o confronto direto. Só após a aplicação sucessiva das primeiras três alíneas do artigo 17.º é que a diferença de golos em toda a competição é chamada a decidir. A hipótese de ir tão longe num cenário de igualdade pontual é remota, mas existe.

A única vez que um título foi decidido com base na diferença de golos foi em 1977/78, quando o FC Porto, orientado por José Maria Pedroto, fez valer essa condição, terminando a prova com uma vantagem de 15 golos relativamente ao Benfica de John Mortimore. No entanto, note-se que os regulamentos dessa época eram diferentes e davam maior importância a este critério.

A nível individual, o fartote de golos deu para benfiquista Darwin acrescentar três à sua conta pessoal, subindo do 6.º para o 2.º lugar e encurtando a distância para o líder Luis Díaz. Também o jogador encarnado Rafa, com duas assistências, isolou-se no ranking dos jogadores com mais passes para golo, somando agora seis, mais dois do que a concorrência. Existem outros impactos que o convidamos a consultar no slide desta notícia.

>>Curiosidades

46,8 metros no passe

André Almeida (Benfica) é o jogador da Liga Bwin, com um mínimo de quatro jogos e exceptuando os guarda-redes, com a média de passes longos com maior distância: 46,8 metros.

84 pontos

A época extraordinária de Luis Díaz fica patente na liderança de alguns rankings: nas pontuações de O JOGO (84 pontos); na lista dos melhores marcadores (10); rematadores (31) e corridas ou piques (44).

3.ª reviravolta

Frente ao V. Guimarães, o FC Porto conseguiu a terceira reviravolta na Liga Bwin esta época. As outras aconteceram diante do Tondela (9.ª ronda) e Paços de Ferreira (8.ª). Nenhuma equipa tem mais do que uma "revirada", esta época.

4 expulsões

V. Guimarães e Santa Clara lideram o ranking das equipas com mais expulsões, quatro. Entretanto, Braga, Estoril, Portimonense e Vizela são as quatro formações com o cadastro (ainda) limpo de vermelhos.

2 autogolos

A jornada ficou marcada por dois autogolos: Alexandre Penetra (Famalicão) e Kau (Belenenses). Nesta época há agora três, ao passo que na anterior, à mesma 12.ª ronda, havia sete e a época fecharia nos 26.

11.ª chicotada

Com a saída de João Henriques, sobem para 11 as trocas de treinador no Moreirense, desde 1995/96 (três pontos por vitória). Os cónegos são agora o 9.º clube com mais trocas, a par do Braga, numa lista liderada pelo Marítimo (21).

Análise estatística e textos: Bruno Rodrigues