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De mais utilizado a suplente do FC Porto: Manafá tenta embalar na Taça

. EPA

Ausência dos internacionais durante grande parte da preparação aproxima o camisola 18 do onze. Já passaram seis jogadores pelas laterais e Wilson, sempre à esquerda, lidou com contextos distintos

No que à utilização diz respeito, Wilson Manafá foi de mais a menos. É uma conclusão simples que se retira da comparação da época passada para a atual: o lateral-direito terminou 2020/21 como o jogador mais utilizado do plantel do FC Porto e, por enquanto, está entre os três que menos tempo de jogo acumularam.

É neste sentido que a partida da Taça de Portugal, frente ao Sintrense, daqui a uma semana, ganha relevo para Manafá, que deverá ter oportunidade de ser titular, com João Mário, Corona e Nanu ausentes em grande parte da preparação. Não sendo, em perspetiva, um dos jogos mais desafiantes para os dragões, o lateral seguramente tentará marcar pontos, até porque Sérgio Conceição já deixou claro que a exigência frente a adversários de escalões inferiores é a mesma de sempre.

Em todo o caso, será uma hipótese de acumular ritmo competitivo, não menos importante para um jogador que soma 129 minutos distribuídos por três partidas. Menos do que isso, excluindo os guarda-redes, só Fábio Cardoso, utilizado apenas na receção ao Liverpool (90") e Nanu, ainda por se estrear. Já na época passada, nenhum jogador fez mais do que os 3980" de Manafá.

Decorridas dez partidas, o FC Porto já utilizou outros cinco laterais além de Wilson, o que pode explicar parte desta quebra: João Mário e Corona à direita, Zaidu, Marcano e Wendell à esquerda. Manafá pode atuar em ambos os corredores e foi sempre opção à esquerda, mas em contextos distintos.

Se em Famalicão foi substituído aos 71", numa partida que não lhe estava a correr de feição, em Alvalade foi a sua vez de saltar do banco logo aos 39", para render um Marcano em risco de ver o segundo amarelo.

Finalmente, no último jogo, com o Paços de Ferreira, foi lançado para os últimos sete minutos e correspondeu. Pequenos sinais de alento, além da garantia de que, com Conceição, qualquer jogador pode saltar para o onze em qualquer desafio.

Ana Luísa Magalhães