Kikas, médio que recentemente assinou pelo histórico Belenenses, vai defrontar o ex-treinador na Taça de Portugal e, em conversa com O JOGO, deixa-lhe muitos elogios.
O Belenenses, fundado em 1919, reencontra o Sporting na Taça de Portugal, na reedição de um jogos históricos do futebol português e um clássico de Lisboa.
E no dia 15, data em que o Estádio do Restelo volta a receber um grande, também Kikas, médio recentemente contratado pelos azuis, voltará a encontrar o Sporting (clube que representou durante 17 anos) e Rúben Amorim, treinador que, frisa em exclusivo a O JOGO, lhe marcou a carreira quando coincidiram em 2018/2019, no Casa Pia. Kikas destaca o seu conhecimento tático e a forma de lidar com o grupo.
Vai reencontrar Rúben Amorim, que o orientou no Casa Pia. Guarda boas recordações do míster?
-Tinha estado no Leixões e no Real Sport Clube e o diretor desportivo Carlos Pires e o Rúben Amorim precisavam de um médio. Ouvi as condições, vi o grupo e percebi que era um projeto que iria evoluir muito. Tive deceções anteriormente e estava a pensar deixar o futebol quando o Rúben me convidou. Se não foi um dos melhores grupos de trabalho, andou lá perto. Subimos à II Liga, foi a minha segunda subida já depois do Real Sport Clube.
Esperava este sucesso no Sporting?
-Sempre disse aos meus amigos que o Rúben seria campeão no Sporting. Todos os que estiveram no balneário com ele sabem o que ele percebe do jogo, tal como os adjuntos Carlos e Adélio. Sentíamos que jogava quem estava melhor nos treinos. O Rúben não olha a nomes, mas sim ao rendimento. Se estiveres bem, jogas. E isso é uma motivação extra. Além disso, lembro-me de palavras dele que me metia a pensar. Sentia que tinha um amigo. Gosto bastante dele, falamos muito e espero que seja bicampeão, mas que perca no Restelo [risos].
Via-o como um treinador diferente?
-Foi das melhores escolhas do Sporting nos últimos anos. É um treinador muito próximo dos jogadores que, joguem ou não, dão tudo por ele. O que ele fez no Casa Pia foi excecional. E estava na palhaçada connosco também. Éramos sempre um grupo. Há uns anos isso seria impensável com treinadores mais velhos.
"IDÊNTICO AO ABEL FERREIRA"
Ao longo da entrevista, Kikas falou dos 17 anos que viveu no Sporting e destaca a influência de Abel Ferreira na sua carreira.
Elogiou Amorim, mas das suas melhores épocas foi com Abel, em 2013/14...
-Sim, fiz dois anos bons. Antes com Oceano e Dominguez e depois com o Abel. Fui dar uma ajuda, sendo experiente, para ficarmos na II Liga, numa equipa onde estavam Geraldes, Podence e Gauld. Quando o Abel pegou nos bês notou-se que foi uma transição pequena após ser jogador. Era próximo dos atletas, fazia um bom grupo. É idêntico ao Rúben. É normal o sucesso que tem tido, até no Brasil agora.