
Frederico Varandas, presidente do Sporting
Gerardo Santos/Global Imagens
Em AG, acionistas aprovaram resultado líquido negativo de 32,9 M€ e emissão de obrigações até 50 M€.
Realizou-se na quarta-feira a Assembleia Geral de acionistas da SAD para aprovação do relatório de gestão de 2020/21, que registou um resultado líquido negativo de 32,9 milhões de euros, e como era de esperar, apesar da contestação de acionistas minoritários, a votação fez passar a proposta por larga maioria: segundo o comunicado enviado pelos leões à CMVM, foram 627.716 votos a favor, 273 votos contra e 22 abstenções.
Outro ponto importante da sessão, que começou pelas 18h30 e se prolongou noite dentro, foi a aprovação de uma ou mais emissões obrigacionistas até ao montante máximo de 50 milhões de euros, para financiamento da sociedade.
A reunião magna, realizada no Auditório Artur Agostinho, tinha sete pontos em agenda e à partida a aprovação estava garantida: o Sporting tem 63,819% do direito de voto (26,656% através de ações da Categoria A e 37,162% da Categoria B), Álvaro Sobrinho através da Holdimo tem 29,851% e Joaquim Oliveira através da Olivedesportos 3,186%, restando depois acionistas minoritários. A facilidade de aprovação das propostas da SAD não levou, no entanto, a uma AG tranquila. Foram muitos os acionistas a usar a palavra, entre eles Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho no processo do ataque ao plantel em Alcochete de 2018. Os responsáveis da SAD liderada por Frederico Varandas responderam a algumas questões, deixaram outras por responder, mas viram os propósitos da AG ser bem sucedidos.
Também foram a debate os aumentos nos vencimentos do presidente Frederico Varandas (de 147 para 182 mil euros anuais) e dos elementos do Conselho de Administração (de 98 para 131 mil euros anuais), assim como os prémios pelo desempenho em 2020/21, ano do título (73,5 mil euros para o líder e 49 mil para os outros membros executivos do Conselho de Administração).
Quanto à emissão obrigacionista, destina-se ao financiamento da atividade da sociedade, "designadamente para o cumprimento de serviço de dívida e tesouraria, e, bem assim, se e na medida do aplicável, ao reembolso das obrigações emitidas pela sociedade em Novembro de 2018", escreveu o clube nas propostas a debater na AG de quarta-feira. "Esta emissão será realizada através de ofertas públicas de subscrição de obrigações ordinárias, com uma maturidade não superior a 4 anos e com o valor nominal unitário de 5€, emissões essas a terem lugar até ao dia 30 de Setembro de 2022", prossegue o texto, no qual se define a operação como fundamental.
