FC Porto

"O Polvo" fez mais defesas que nunca no FC Porto: "Por mais que o City tentasse..."

Marchesín esteve em grande plano contra o Manchester City Ivan Del Val/Global Imagens

Diante do Manchester City, o guardião travou cinco remates, um novo máximo desde que está no FC Porto. Elogios multiplicaram-se na imprensa internacional.

Além de um ataque de nervos ao Manchester City, a exibição de Agustín Marchesín na última terça-feira provocou elogios por todo o lado e registou números que legitimam esta conclusão: foi o melhor jogo do argentino desde que chegou ao FC Porto, em agosto de 2019.

Terá tido, certamente, partidas em que foi chamado menos vezes e se mostrou igualmente decisivo, com defesas de elevada dificuldade, mas é certo que nunca fez tantas defesas como na receção ao City. Foram cinco, à frente de marcas que remontam à última época: quatro na visita ao Feyenoord e três no terreno do Gil Vicente e nas receções a V. Setúbal e V. Guimarães. Foram sete remates no total - em cima da linha, Zaidu cortou um e Rúben Dias desviou outro -, tanto em Inglaterra como na Invicta, igualando um máximo fixado pelo Gil, na primeira jornada da passada liga.

Além da quantidade, impressionou a qualidade das intervenções e até isso fica gravado na estatística: os golos esperados do City, indicador calculado em função do volume e das características das ocasiões criadas, foi de 2,39.

Nas redes sociais, alguns comentários comparavam Marchesín a um gato, mas o diário "Olé", da Argentina, escreveu que o guardião portista "emulou um polvo". Uma descrição que encaixa na montagem publicada por Francisco Meixedo, na qual Marche surge com seis braços abertos. Também Toni Martínez disse que o guarda-redes foi o MVP, enquanto Diogo Leite escolheu a mesma palavra que a "ESPN" da Argentina: "Muralha". "Por mais que tentassem, o City não conseguia encontrar uma forma de ultrapassar o excelente guarda-redes do FC Porto", resumiu o "The Times", prestigiado jornal britânico.

Ana Luísa Magalhães