FC Porto

Romário Baró: "Tento imitar as fintas de Zidane"

Romário Baró, jogador dos sub-19 do FC Porto. Ivan Del Val/Global Imagens

Romário Baró é uma das grandes promessas do FC Porto e do futebol português. Aos 19 anos, o médio tem jogado nos juniores A e na equipa B e, no verão, vai integrar o estágio de pré-temporada da equipa principal.

Já tem noção do que é ser campeão europeu?

-Ainda não... é uma sensação incrível. Parecia que estava a sonhar e nem acreditava. A festa em Nyon foi incrível. O Chelsea estava no mesmo hotel e tivemos de nos conter. Festejámos, porque merecíamos, mas respeitando as outras pessoas que estavam no hotel.

Ficaram surpreendidos com a receção que tiveram quando chegaram a Portugal?

-Claro que ficámos, porque não é normal, nestas idades, ter uma receção destas. Ainda bem que aconteceu, porque demonstra que as pessoas estão atentas e que nos apoiam.

Recebeu alguma mensagem especial?

-Recebi muitas mensagens dos meus colegas, nomeadamente dos jogadores da equipa B, que ficaram muito contentes. O telemóvel não parava de tocar.

Como foi a receção no Dragão?

-Foi um momento único, inesquecível, estar ali com Pinto da Costa e com os restantes dirigentes do FC Porto. Foi muito bom. O presidente falou com todos e deu-nos os parabéns.

Sempre acreditaram que o título era possível?

-Sim, estávamos confiantes, porque conhecemos bem a nossa equipa e sabemos da nossa qualidade. Uma das chaves do sucesso foi a união do grupo: os "miúdos" são muito unidos, são fantásticos.

Contra o Hoffenheim, marcou de livre direto. Como explica esse lance?

-Foi um momento de inspiração; saiu-me. Graças a Deus, marquei um bom golo e conseguimos passar à final.

É um especialista em livres diretos?

-Não sou especialista, porque não faço muitos golos de livre, mas tenho capacidade para marcar mais golos.

Recebeu indicações para marcar o livre ou foi um momento de inspiração?

-Não era eu que tinha de bater o livre, mas nem foi preciso pedir para marcar, porque os meus colegas perceberam logo quando peguei na bola. O Ángel [Torres] e o Fábio [Silva] perguntaram-me se estava confiante, disse que sim, e eles disseram-me para marcar.

Afinal, em que posição prefere jogar?

-Prefiro jogar mais à frente, na posição 10; sinto-me mais confiante e mais livre. Embora dependa um pouco do que está a pedir o jogo, se tenho de transportar mais a bola ou de estar mais perto do ponta de lança.

Tem algum ídolo?

-Tenho: o Zidane. Vejo sempre vídeos dele no YouTube.

Continua a ver?

-Continuo. Vejo constantemente vídeos dele e, quando isso acontece, fico contente. Ele era incrível.

Aplica depois algumas das fintas dele?

-Tento fazer aquilo que ele mais gostava de fazer, uma finta: a roleta. Adoro fazer isso.

Acredita que alguns destes campeões europeus podem estar em breve no plantel principal?

-Só o futuro dirá e vai depender do trabalho de cada um. Espero que todos consigam o objetivo de chegar à equipa A.

Acredita que pode chegar lá rapidamente?

-Só o treinador da equipa A é que sabe qual é o momento certo. Tenho de trabalhar e esperar pela minha oportunidade, mas, obviamente, chegar à equipa A é o meu objetivo - é o meu sonho. Quero chegar lá e afirmar-me. Se aparecer essa oportunidade, o que tenho de fazer é ir para lá com muita vontade e uma garra enorme de mostrar o meu valor.

Manuel Casaca