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Benfica um a um em Zagreb: só um ferro de aço ajudou Vlachodimos

Antonio Bat/EPA

Confira as notas atribuídas por O JOGO aos jogadores do Benfica no encontro com o Dínamo Zagreb, que venceu por 1-0 na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa.

Corchia 6

Teve boa dinâmica atacante, não se esquivando a procurar a linha de fundo para cruzar ainda que sem (con)sequência. Já a defender, consentiu espaços, um deles forçando Rúben Dias a ir à dobra fazer... penálti.

Rúben Dias 4

Estreou a capitão como titular, ele que já tinha posto a braçadeira frente ao Galatasaray e até nem estava mal até ao lance em que derrubou Olmo na grande área encarnada num lance onde poderia ter evitado a falta. Esta incidência não apaga, no entanto, uma exibição de sinal mais lá atrás.

Ferro 7

Globalmente seguro, esteve bem em particular aos 42" quando, em dois momentos seguidos, travou um contra-ataque perigoso dos croatas. Nalguns momentos da partida foi, até, mais eficiente do que Rúben Dias, ainda que muito no limiar da falta e do cartão. E aos 90"+3 evitou o 2-0...

Grimaldo 5

Aos 7", podia ter aberto o marcador, mas viu Livakovic estar à altura. No restante tempo de partida pecou um pouco na maneira como defendeu, permitindo espaços nas costas e não sendo, por outro lado, uma arma afiada no ataque.

Florentino 6

Muito embora aos 19" tenha chegado atrasado a um corte em zona frontal, foi um erro numa exibição segura, sendo um "pronto-socorro" dos colegas a toda a largura do terreno. Foi sacrificado para entrar Rafa.

Gabriel 4

Andou mais recuado do que noutras partidas e teve dificuldades em ter bola para assinar lançamentos em profundidade. Alguns passes falhados ajudam a perceber a exibição menos conseguida do que tem tido.

Gedson 4

Andou pela meia direita, ajudando a fechar o corredor central, mas não conseguindo dar a necessária largura. Com a saída de Florentino passou mais para o meio até ser substituído.

Krovinovic 5

Neste regresso à Croácia ainda procurou conduzir algumas iniciativas atacantes, embora ficasse clara a sua natural inadaptação ao coletivo nesta fase. Assim como alguma falta de ritmo, mais notório na segunda parte.

João Félix 4

Muito marcado, teve de andar demasiado tempo longe da baliza e, pior, afastando de colegas com quem pudesse tabelar. Aos 59", teve ainda um remate, mas sem o mínimo perigo.

Seferovic 4

Terminou a partida à passagem da meia hora, de forma forçada devido a lesão. Até então, esteve muito longe de ser incómodo para a defesa da casa.

Cervi 3

Não somou à equipa quando entrou e, até, perdeu diversas bolas. Pareceu andar sempre atrasado em relação à equipa, complicando mais do que simplificando, o que ajudou à sua ineficiência geral.

Rafa 6

Teve uma corrida louca aos 74", mas que não deu em perigo algum. Agitou a equipa e causou, no tempo que esteve em campo, mais receios à defesa da casa do que os restantes colegas. Mesmo assim, nunca chegou ao ponto de mudar o rumo do jogo.

Zivkovic 3

O sérvio entrou sem chama nem foi capaz de provar a sua existência em campo. Para gáudio do público croata, que o brindara com forte assobiadela quando entrou devido à rivalidade política entre os países.

Só um Ferro de aço ajudou

A FIGURA: Vlachodimos: 7

Esperanças vivas graças ao grego

O guardião grego foi determinante ao impedir que o Benfica fosse para o intervalo a perder por mais de 1-0, protagonizando defesas irrepreensíveis, por exemplo, aos 19", 29" e 45"+1". Um papel que, aliás, manteve na segunda parte, mesmo sem ter aí o mesmo grau de intensidade da fase inicial. Tranquilo como gelo, foi sempre um garante de confiança para o sector mais recuado, quer nas saídas dos postes, quer na maneira como travou os remates que lhe foram sendo propostos. Se há alguém responsável por manter o Benfica bem vivo para a segunda mão e para sonhar com os quartos de final, essa pessoa é Vlachodimos...

Pedro Miguel Azevedo