Exclusivo O adeus à Seleção fica em lume brando, pronto a ser regado com gasolina

O adeus à Seleção fica em lume brando, pronto a ser regado com gasolina

Quando vemos um astro reduzir-se à dimensão do comum dos mortais, lágrimas nos olhos e mão atada à do amigo Nadal, quase choramos com ele.

1 - Há muitas maneiras de dizer adeus, não falta quem o faça da forma mais simples, que é retirar-se sem dizer nada a ninguém. A despedida de Roger Federer foi a antítese disto, produzindo ecos planetários. Rodeado de ases do ténis, amigos há muito e agora ex-rivais nos courts, o suíço protagonizou uma retirada mágica e, sobretudo, emocionante.

Quando vemos um astro reduzir-se à dimensão do comum dos mortais, lágrimas nos olhos e mão atada à do amigo Nadal, quase choramos com ele. Percebemos que, no fundo, somos todos iguais.É um pormenor. A história já estava escrita. Os feitos de Federer estão gravados com tal profundidade que nenhum campeonato da estatística conseguirá apagá-los. Só desaparece do grande circuito, a imagem de cavalheiro perdurará e a qualidade inigualável também. Foi uma despedida em grande, até certo ponto arrepiante, mas que não surpreendeu ninguém, face ao anúncio da semana anterior.