Exclusivo A falta de respeito é como o azeite

A falta de respeito é como o azeite

A extraordinária liga saudita, que acabou de ganhar protagonismo com a chegada de Cristiano Ronaldo, mostra um lado inovador ridículo, com despedimentos pelo Twitter.

Esgotada a exploração do filão chinês, o futebol virou-se para a península arábica, aproveitando o facto de os regimes totalitários de quatro países verem na modalidade uma forma de se legitimarem internacionalmente, depois de duas décadas a procurar replicar as grandes metrópoles europeias e norte-americanas no deserto.

Nem tudo é mau por aqueles lados, o Mundial do Catar até permitiu perceber que a capacidade de organização existe, mas ninguém está isento de responsabilidades nesta aproximação, mais ou menos inevitável, que se faz acompanhar por um lado perverso de anuência a uma série de práticas que colocam em causa os mais básicos direitos de qualquer cidadão.