Os grandes desafios de 2018-19

Sustentabilidade económica das competições está garantida. Pelo quarto ano, prevemos resultados operacionais de dois milhões de euros

Hoje começa, oficialmente, a época desportiva 2018-19. São grandes as expectativas e enormes os desafios para as equipas e para a indústria do futebol profissional.

No capítulo desportivo, nada menos se espera do que uma entusiasmante competitividade, quer pelos títulos nacionais da Liga NOS e da LEDMAN LigaPro - com o campeão de inverno a definir-se já em janeiro, em Braga -, quer pelos lugares de acesso às competições europeias e pelos de permanência nos atuais escalões.

Quanto à indústria, a Liga Portugal pretende contribuir para a extensão do seu estado de maturidade a todas as sociedades desportivas, conforme vem acontecendo nos últimos anos: rigor e profissionalismo na gestão, competições sãs e, nos palcos, os melhores jogadores e treinadores.

A internacionalização será o maior desafio da Liga, nos próximos tempos. É fundamental, tanto para a estabilidade como para o desenvolvimento do nosso futebol, que a marca do futebol português extravase fronteiras. Mas, para isso, é importante que a valorização deste nosso produto - as competições - seja equitativamente defendido por todos.

A sustentabilidade económica das competições está garantida. Pelo quarto ano consecutivo, prevemos que os resultados operacionais do organismo chegarão aos dois milhões de euros, uma média anual estabelecida para o quadriénio 2015-19. A indústria enfrenta o desafio de criação de valor e a necessidade de gerar receitas. Só dessa forma Portugal poderá enfrentar, mesmo desportivamente, os seus concorrentes além-fronteiras, num mercado cada vez mais global.

Futebol é paixão, é discussão, mas não pode mais ser cenário de violência ou de chacota mediática, por respeito aos talentosos jogadores e treinadores, e pelo empenho de quadros superiormente preparados para as mais variadas áreas de intervenção e organização.

O futebol profissional deu um claro sinal, no final da temporada, do quanto está disponível para se autorregular com lucidez, mesmo que isso signifique, para as sociedades desportivas, o agravamento significativo de sanções disciplinares e pecuniárias contra si próprias, conforme ontem ratificado em assembleia geral da Federação Portuguesa de Futebol.

Por fim, o Mundial. Saímos de cabeça erguida, mas com a sensação de que podíamos ter ido mais além. Mas todos os fins, no futebol, representam o início de novos ciclos. Estamos todos, sempre, com a Seleção.