Emoções ao rubro e os nervos em franja dos agentes desportivos

Emoções ao rubro e os nervos em franja dos agentes desportivos
Sónia Carneiro

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LIGA-TE - A opinião de Sónia Carneiro, diretora-executiva da Liga Portugal, aos domingos n'O JOGO.

A competitividade dos campeonatos profissionais atinge o seu expoente máximo por estes dias e, por isso, a generalidade dos agentes desportivos anda com os nervos em franja.

As equipas ainda muito têm a ganhar ou a perder, os índices de motivação e dedicação estão muito elevados, pois, poucas ou nenhumas mesmo, são aquelas que estão já com a sua situação classificativa definida.

Estamos todos cansados de repetir até à exaustão que esta época está a ser atípica e continua a sê-lo, desde logo pela ausência do público, o que leva a que sejam os próprios agentes os interlocutores dos descontentamentos e passam a ser mais audíveis as suas críticas, insatisfações... mas também as alegrias, entusiasmos e euforias.

A cada final de época repetem-se as análises e os balanços e parece que cada comentário vai sempre entroncar na capacidade de os clubes se autorregularem, que, pessoalmente, profunda e convictamente entendo deterem, poucas ou nenhumas se baseiam no que nos parece ser mais premente, formar!

Formar melhores profissionais!, capacitar os agentes para que sejam mais competentes, mais capazes, mais instruídos, mais equilibrados, mais aptos ao exercício das suas funções, dentro e fora de campo.

Consciente deste caminho inevitável, a presidência de Pedro Proença designou a formação dos agentes desportivos como prioridade.

Proporcionar aos dirigentes, delegados, treinadores, jogadores e até árbitros, pós-graduações e formações executivas de reconhecido mérito, com a alta chancela da Universidade Católica, ordenadas à transmissão de conhecimento académico mas também prático, assim como das regras de ética, de controlo emocional, de gestão de crise e de proteção da indústria e da grande marca "futebol profissional."

Os clubes voltarão a juntar-se em Assembleia Geral para mais uma etapa no caminho que têm trilhado nos últimos anos: melhorar regulamentos, endurecer sanções, sempre como lhes é exigido, num exercício de autocontrolo e exigência que reconhecem estar ao serviço da sua própria proteção e da nossa indústria. Mas talvez seja a hora de outras entidades adaptarem as suas estruturas a capacitarem os seus agentes para que o erro de uns não exponencie o erro de outros.

Competência e proteção deste bem comum - o futebol! - é o que é exigível para o fim desta época, para que em benefício de toda uma atividade e dos seus ansiados adeptos se conclua, sem hesitação: "Glória aos vencedores e honra aos vencidos!"