Premium Do Brexit ao IVA no futebol português

Do Brexit ao IVA no futebol português
Sónia Carneiro

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LIGA-TE - Atentos ao mundo do futebol, não deixámos de aplaudir a muito recente posição da Premier League face à proposta da FA (Football Association, a federação inglesa) e às pressões com origem nos que defendem este neoisolacionismo britânico.

A Premier League disse "não" à redução de jogadores estrangeiros nos plantéis, conforme proposta da FA, que pretendia que os atuais 17 (em cada plantel de 25) passassem para 12. Em uníssono, os emblemas do campeonato mais rico do mundo disseram que não, nem sequer estavam para aí virados.
E o seu principal argumento foi mesmo esse: foi, precisamente, pela globalização do campeonato inglês e das suas marcas que se tornaram tão fortes. Foi pela capacidade de ter os melhores protagonistas, com critérios de integração de estrangeiros muito próximos de todos os restantes países, que são uma indústria que vale muitos milhares de milhões de euros.
Na Premier League, que em 2019 passará a ser gerida por uma mulher - Susanna Dinnage -, tem-se bem a noção do quanto poderá ser penalizador entrar-se, agora, em discursos isolacionistas, mais ou menos disfarçados de proteção à seleção inglesa, quando até o próprio selecionador questionou a proposta da FA, o seu patrão.
Mas verdadeiramente fantástico foi ver que todos os emblemas ingleses, com as históricas rivalidades postas de lado, souberam, neste processo, defender a sua indústria e o seu valor no mercado.