Premium Um dono silenciaria uma massa adepta cansada

Um dono silenciaria uma massa adepta cansada
Samuel Almeida

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OPINIÃO >> Frederico Varandas parece um militar para os bons momentos, ou seja, na reserva

1 - As notícias desta semana sobre o número de infetados em Alvalade - futebol profissional, suspensão do vólei e suspeitas no basquete - são motivo de forte preocupação, sobretudo porquanto temos dois jogos europeus à porta (o play-off é a 1 de outubro) e o período mínimo de isolamento (14 dias) antecipa a indisponibilidade de vários titulares. Uma eventual eliminação europeia custaria entre 9 M€ a 10 M€, um desastre no atual contexto financeiro do clube. E dada a relevância do tema, impunha-se uma palavra da administração leonina sobre os procedimentos adotados, periodicidade dos testes realizados e possíveis explicações para o sucedido. Não se entende este sistemático silêncio sempre que as notícias não são boas. Frederico Varandas parece um militar para os bons momentos, ou seja, na reserva.

2 - Acompanho por inteiro as críticas formuladas por Dias Ferreira a propósito do formato das próximas Assembleias Gerais, as quais não serão precedidas de discussão. Bem sei que vivemos um contexto de pandemia, mas não é menos verdade estes órgãos sociais são adeptos da desmaterialização das assembleias gerais e que são várias as vozes a pronunciarem-se sobre a instabilidade e ruído permanente no clube. Para esta franja de sportinguistas, tudo se resolveria com o i-voting e até a venda da SAD, pois um dono silenciaria uma massa adepta cansada de décadas de dislates, opções erráticas, má gestão e resultados desportivos e financeiros paupérrimos. Não entender o pulsar dos sportinguistas só aumentará o ruído.