Premium Pinheiros e contas a batuque 

Samuel Almeida

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RUGIDOS DO LEÃO - O cronista Samuel Almeida escreve hoje, em O JOGO, sobre o VAR e os lances duvidosos dos últimos tempos.

Sempre me interroguei da importância que os treinadores davam à existência de um "pinheiro" no plantel. Ora, no fim de semana passado percebi, finalmente, a importância do pinheiro. Em Santa Maria da Feira, um pinheiro foi crucial para o Benfica arrecadar os 3 pontos contra o último classificado.

De facto, é obra decidir três lances duvidosos sempre a favor da mesma equipa. É a verdade desportiva em versão portuguesa. Esse jogo, aliás, é um bom exemplo do regabofe que se tornou a tecnologia do VAR. Os árbitros pura e simplesmente recusam-se a visionar as imagens, transferindo a sua responsabilidade por eventuais erros, numa subversão da razão de ser da introdução desta tecnologia. Ao invés de um sistema transparente, com publicitação das comunicações entre árbitros e das razões que presidem às decisões, estamos a permitir que seja criada mais uma zona cinzenta onde se admite todo o tipo de especulação e manobras de bastidores. Não basta a paixão pelo futebol, é preciso assegurar a integridade das competições.