Premium Um ano de Varandas ainda sem varandismo

Um ano de Varandas ainda sem varandismo
Samuel Almeida

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RUGIDOS DO LEÃO - Frederico pode não ter vida fácil, e não tem, mas escusa de a complicar sistematicamente.

Passado o primeiro ano de mandato, parece-me o momento adequado para um balanço do que tem sido esta presidência de Frederico Varandas, aproveitando, aliás, o fecho de mercado. A primeira constatação a fazer é que o contexto da presidência de Varandas é extremamente complexo. Depois do terramoto que abalou Alvalade no verão passado, o clube ficou indelevelmente enfraquecido, pelo que não podemos ter memória curta. Pode-se não gostar desta direção, mas todos temos a obrigação de criar as condições para que quem foi eleito democraticamente possa gerir o clube com um mínimo de estabilidade e coesão. Se todos temos o direito à critica, nenhum de nós está acima de todos nós e do Sporting Clube de Portugal, sendo inaceitável a oposição sistemática e organizada que vive à sombra do clube. Aliás, já o disse e volto a repetir, é inaceitável que um qualquer candidato derrotado se arvore o papel de reserva moral do clube, facto tanto mais evidente quanto toleraram tudo e mais alguma coisa ao antecessor de Frederico Varandas. Haja um mínimo de decoro.

Do ponto de vista desportivo, vencemos dois títulos no futebol e seis títulos europeus, o que não deixa de ser notável para um clube em estado comatoso e à beira do colapso. Uma parte desses títulos também é desta direção. Outro aspeto positivo e creio que o único a gerar unanimidade em Alvalade é a aposta em Alcochete e a reformulação completa do nosso projeto de formação. Muito mudou para melhor nessa área vital para o futuro do clube. São mudanças estruturais que produzirão seus frutos no futuro, mas a visão está correta e deve merecer o apoio dos sportinguistas. De enaltecer, igualmente, a preservação do ecletismo e aliás o seu reforço, com o regresso do basquetebol ao João Rocha. São notas positivas.