Premium Enterrado Bruno... sobra o Brunismo

Enterrado Bruno... sobra o Brunismo

Tem faltado emoção, carisma e proximidade aos sócios do clube. Quem não entender isso, está a cria condições para que o Brunismo possa sobreviver.

À hora que escrevo estas linhas acabo de sair da AG do Sporting. Mais um dia triste para este enorme clube. Expulsar um sócio, ainda por cima ex-presidente nunca poderá ser motivo de regozijo. Contudo, o que é verdadeiramente lamentável é o clima de ódio e divisão que alguns pretendem cultivar, numa política de terra queimada sem fim à vista. Só há um perdedor, o Sporting Clube de Portugal.

Não sendo esta assembleia de todo um plebiscito a estes órgãos sociais, é bom que ninguém ignore que o Brunismo não morrerá de imediato com a expulsão do seu criador. Bruno parece estar envergonhado dos sócios que o elegeram, mas uma parte destes continua a rever-se no estilo e na liderança de um homem cujo currículo profissional é tão vazio quanto a sua coragem para se apresentar perante os seus pares e dar a cara pelos seus atos. Bruno é um leão atrás do teclado ou na sombra da sua guarda pretoriana, mas falta-lhe a estirpe e galhardia no terreno do debate democrático. E não tenho dúvidas que apesar de todas as dificuldades financeiras que reclama estar a atravessar, continuará a pagar a conta da luz e da Internet de modo a poder incendiar os bastidores leoninos, minando seja quem for que estiver na liderança e fazendo da instabilidade o terreno fértil para promover um profético regresso.