Prevejo uma final da Champions intensa e equilibrada

Prevejo uma final da Champions intensa e equilibrada

O jogo de amanhã será muito exigente para o Barcelona tento em conta a forma agressiva a defender do Kielce

Um ano depois a Liga dos Campeões regressa, desta vez com o aliciante de poder ter público (no ano passado não foram autorizadas mais de 1000 pessoas por causa da pandemia). Quase 20 mil pessoas (19250) assistiram hoje às meias-finais e amanhã para as finais será idêntico.

Hoje tivemos duas meias-finais muito interessantes. A primeira meia-final juntou o Kielce (uma vez vencedor da Liga dos Campeões em cinco participações) e o Veszprem (presente em sete edições mas que nunca venceu). Na minha opinião duas das equipas que melhor defendem mas que muitas vezes ultrapassam os limites. No total existiram 12 exclusões e uma desqualificação.

O Veszprem terminou a primeira parte a vencer por dois golos. Na segunda parte em 30' esteve 10' em inferioridade numérica o que acabou por permitir ao Kielce aos 5' passar para a frente e assim manter-se até ao final do jogo. Moryto do Kielce teve em destaque no ataque onde marcou 8 golos e 8 remates, sendo decisivos nesta segunda parte. No entanto, e na minha opinião, a organização defensiva do Kielce (um 6:0 muito flexível) foi-lhe dando vantagem e criando enormes dificuldades ao Veszprem que acabou por tentar de forma individual resolver aquilo que tão bem tinha conseguido na primeira parte.

A 2ª meia-final juntou duas das melhores equipas do mundo, Kiel e Barcelona, ambas já venceram a Liga dos Campeões 3 vezes. Interessante perceber como o Kiel se iria organizar não podendo contar com o Sagosen (lesionou-se gravemente há 15 dias, estimando-se 6 a 8 meses até regressar à competição), para além de Pekeler (mas este já há mais tempo afastado também por lesão).

No Barcelona tínhamos o único português presente este ano na liga dos campeões, o Luís Frade, mas que infelizmente não jogou (esperemos que amanhã na final o possa fazer, mesmo nós sabendo que ele esteve muito tempo parado por lesão). A primeira parte foi bastante equilibrada, comas duas equipas sempre a alternar quem estava na frente. Ambas as equipas com defesas profundas, com o 6:0 a ser muitas vezes quase um 4:2 ou 3:3 consoante quem estava a jogar no ataque. Ao intervalo a diferença de um golo fazia prever uma segunda parte equilibrada. Tal não veio a acontecer face à ineficácia atacante e defensiva do Kiel (os 17% "anormais" do Landin na baliza provavelmente explicam isso).

Já o Barcelona teve um Vargas consistente (28% de eficácia, acrescido que nos momentos em que o Kiel tentava aproximar-se do resultado ele "não deixava"). Aleix Gomez com 12 golos (83% de eficácia) foi importante nos 34 golos da equipa. O Barcelona tem agora a tarefa de mostrar que a vantagem "estatística" do Kielce (a equipa vencedora da segunda meia-final quase nunca vencem a final) é apenas isso, uma vantagem estatística. Pareceu-me que o Carlos Ortega geriu muito bem a sua equipa na 2a parte, do ponto de vista físico.

O jogo de amanhã será muito exigente para o Barcelona tento em conta a forma agressiva a defender do Kielce. Mas a velocidade do seu ataque e as diferentes combinações que têm certame criarão dificuldades diferentes às que o Kielce teve hoje com o Veszprem (equipa mais "previsível" a atacar ou individualizar tanto no jogo de hoje). Prevejo uma final intensa e equilibrada. Amanhã saberemos.