Foi uma final épica com um final dramático

Foi uma final épica com um final dramático
Pedro Sequeira

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O vencedor da liga dos campeões deste ano é o Barcelona, numa final só decidida no desempate por livres de 7 metros

Chegou o dia das grande decisões. O vencedor da liga dos campeões deste ano é o Barcelona, numa final só decidida no desempate por livres de 7 metros. E o Luís Frade repetiu a vitória do ano passado. Pena que por causa da recuperação da lesão não possa ter jogado.

Mas antes de abordar a final, falar do jogo dos 3/4 lugares. A este nível (não se trata de uma medalha olímpica) é o jogo que ninguém quer jogar pois significa que não conseguiram atingir a final.

Maior pressão para o Kiel pois ao não conseguir marcar presença na final tentava terminar a época com uma vitória. No outro lado um Veszprem que nos últimos anos vem consolidando a sua posição no andebol europeu com muitas presenças na fase final. Já só lhe falta vencer a Liga dos Campeões. Não será ainda este ano. A primeira parte foi fiel ao jogo das duas equipas ontem. Veszprem com o seu 6:0 consistente, já o Kiel mantendo a inconsistência de ontem. Tanto conseguiam finalizações espetaculares como remates precipitados e sem preparação.

O jogo ofensivo do Kiel passou todo por Miha Zarabec. Todas as movimentações e ritmo atacante são lideradas por ele. Mas com uma eficácia de 46% acabou por não ter a influência que o seu treinador certamente desejaria. Mas esta ineficavia ofensiva do Kiel não sem tirar o mérito à prestação de Corrales na baliza do Veszprem (30% de eficácia). Ao intervalo a diferença de 4 golos parecia dar conforto ao Veszprem. Só na segunda parte, aos 47:57mim, quando o resultado passa para uma diferença de dois golos o jogo começou a parecer que poderia mudar. E assim foi. Passando para uma defesa 5:1 com os dois laterais avançados e no ataque com 7:6 o Kiel começou a criar dificuldades ao Veszprem que parecia não estar à espera. E depois, bem depois apareceu Niklas Landin (com um jogo abaixo do seu normal - 22% de eficácia) acabou por nos últimos minutos fazer 4 defesas importantíssimas. O jogo terminou com um empate o que levou ao desempate por livros de 7m e aí continuou o espetáculo Niklas Landim que com 3 defesas garantiu a vitória ao Kiel.

Na final o equilíbrio esperado. Duas equipas muito bem organizadas, quer na defesa quer no ataque. O 6:0 muito compacto do Kielce contra um 6:0 mais aberto e profundo do Barcelona onde Petrus e Ali e p Fabregas a defenderem na zona central a maior parte do jogo demonstravam grande sintonia já do passado. O Kielce sempre com muitas trocas defensivas e ofensivas mas com grande eficácia não permitia ao Barcelona a desejável adaptação. No processo ofensivo o jogo do Barcelona passou sempre pelo Dika Mem e Nguessan. Sem esquecer o melhor marcador da Liga dos Campeões Aleix Gomez (hoje com 9 golos). Já no Kielce 6 jogadores atingiram os 4 golos, o processo ofensivo foi muito mais diversificado e criou a tal dificuldade de adaptação por parte do Barça.

Mas tenho de destacar os dois guarda-redes principais, Vargas e Wolff, que com os seus 29% de eficácia ajudaram muito as suas equipas a manterem-se próximas durante todo o jogo. Por isso o empate no final do tempo regulamentar não foi de estranhar sendo que o Dika Mem na última oportunidade a pouco mais de um minuto do fim e quando o Barcelona vencia 28-27 podia ter colocado a equipa a vencer por 2 e falhou a baliza. A 3 segundos do fim o Kielce empatou. Por ironia do destino o mesmo Dika Mem marcou o último golo do Barcelona no prolongamento levando a equipa para o desempate por livre de 7 metros onde Vargas ao conseguir defender um dos remates acabou por se tornar o herói do jogo.

Foi uma final épica com um final dramático.

A exemplo do ano passado fico com o sentimento que as equipas portuguesas estão muito perto das quatro que estiveram este ano aqui na final four. Por exemplo na fase de grupos o FC Porto ficou em 5o mas à frente teve o Kielce, Barcelona e Veszprem! Conseguiu empatar um jogo com o Barcelona e com o Veszprem e vencer um jogo ao Kielce. A aproximação é cada vez maior. Será já para o ano? Cada vez acredito mais.