Um mau árbitro, uma equipa grande e uma pequenina

Um mau árbitro, uma equipa grande e uma pequenina
Paulo Baldaia

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"Mais um jogo realizado e não perdemos", nesta frase de Rui Vitória dita na sala de Imprensa depois do jogo e no contentamento de jogadores e adeptos se percebe o ponto a que o Benfica chegou. Nunca quiseram ganhar o jogo, era só bazófia a ideia de que vinham para ficarem em igualdade pontual com o FC Porto. É uma equipa sem estatuto de grande, que mudou o sistema de jogo mas não aguenta mais do que 10 ou 15 minutos. Assim que avançam no terreno e levam com bolas nas costas da defesa, recuam com medo e deixam de criar perigo. No Dragão, melhor, muito melhor, jogaram Belenenses ou Portimonense, por exemplo. Uma equipa que se sente feliz, jogando pouco e estando a três pontos dos seus rivais, só pode estar a contar com ajudas que cheguem de fora do relvado. No jogo deles, eles não confiam. Dá para perceber porquê!

No Dragão contaram com uma ajuda dentro do campo. A péssima arbitragem de Jorge Sousa e auxiliares, com interferência em dois lances capitais fez mais pelo empate que os jogadores encarnados. Um juiz de linha que não é capaz de ver um jogador do Benfica junto à linha de fundo a colocar em jogo toda a equipa do FCP muda o resultado do jogo, porque invalida um golo limpo e deixa os vermelhos a respirar de alívio. Um árbitro e um videoárbitro, que se dão a grandes interpretações como desculpa para não considerar penálti um corte com a mão de Luisão, mudam o resultado do jogo, porque não dão ordem de expulsão ao defesa do Benfica (segundo amarelo) e não permitem ao Futebol Clube do Porto tentar converter em golo o lance de grande penalidade.

Sobra, portanto, para quem gosta de futebol bem jogado e com verdade desportiva, uma equipa grande liderada por um grande treinador. O FCP não só não se deixou atemorizar pela boa entrada do Benfica, como rapidamente equilibrou o jogo e atropelou os encarnados a partir do meio da primeira parte. Depois do intervalo percebia-se como os jogadores encarnados só queriam que o tempo passasse, enquanto os jogadores do FC Porto tinham pressa de ter a bola em jogo, de a recuperar quando não a tinham em sua posse, de construir jogadas de perigo quando a recuperavam. As oportunidades surgiram umas atrás das outras, enquanto o Benfica via jogar. Já com o jogo dominado, Sérgio Conceição quis mais e colocou um criativo em campo, fazendo Herrera descair para a direita e dando ordens a Marega para fazer companhia a Aboubakar junto à baliza de Varela. Com medo, Rui Vitória tirou Pizzi e meteu Samaris.

Sendo grande a nossa equipa, também nós adeptos temos de ser grandes. Manter o apoio incondicional a este treinador, a estes jogadores e a esta direção. Se estivermos unidos, mais ainda nos percalços, seremos campeões. Contra tudo e contra todos, como bem lembrou Sérgio Conceição.