Premium "Upgrade" de Abel resultou antes da visita à Luz

"Upgrade" de Abel resultou antes da visita à Luz

PASSE DE LETRA - 2018 foi o ano em que o SC Braga mais produziu em termos de jogos caseiros desde que se mudou para a Pedreira.

1 - Uma primeira palavra, com inteira justiça, para a nossa equipa de futebol feminino. Antes de mais para referir que, tendo sido uma aposta pessoal da atual Direção do SC Braga, designadamente do seu Presidente, tem mostrado ser uma aposta ganha. Esta é a terceira época em que a equipa feminina de futebol participa no campeonato nacional e nas últimas duas épocas, as guerreiras ficaram sempre em segundo lugar e sempre com três pontos de diferença para o campeão Sporting CP. Esta época, as coisas parecem estar diferentes. Na passada jornada, as arsenalistas foram a Alcochete vencer de forma categórica o crónico campeão e estão agora no primeiro lugar, com cinco pontos de avanço. Começam a mostrar que querem desde já agarrar o título que se lhes tem escapado nos dois anos transatos, não só pela diferença pontual mas porque esta época têm mostrado ser uma equipa verdadeiramente demolidora: em dez jogos (não contando com o de ontem), marcaram 56 golos e só sofreram dois. Merecem por isso o nosso apoio presencial nos jogos. Até porque aqui não se fala do título como um sonho...

2 - O jogo de sexta-feira, contra o Feirense, foi o último jogo caseiro deste ano que está a terminar e deixava antever a quebra de um recorde que nos deve orgulhar: 2018 foi o ano em que o SC Braga mais produziu em termos de jogos caseiros desde que se mudou para a Pedreira - apenas uma derrota (contra o SL Benfica) até ao embate com o Feirense. Por isso, além dos pontos, havia este dado curioso. Mas, na verdade, o que verdadeiramente interessava eram os pontos em disputa no jogo. Só que pela forma como o jogo decorreu, a partida trouxe muito mais do que os três pontos da vitória. Abel Ferreira fez algumas mudanças na equipa (provavelmente tendo em conta o importantíssimo jogo que se avizinha, para a Taça de Portugal) e, acima de tudo, programou bem o "upgrade" no respetivo sistema operativo. Uma primeira parte de luxo, com uma mobilidade impressionante dos jogadores mais avançados, que fazia com que nunca percebêssemos bem quem jogava na direita ou na esquerda (Horta, Xadas e Wilson não paravam quietos no mesmo lugar). Apenas o regressado Dyego Sousa se mantinha estrategicamente ao centro, e aproveitou da melhor maneira os espaços que as constantes movimentações dos seus colegas lhe proporcionaram: um hat trick, o seu primeiro. Na segunda parte funcionou o "upgrade" no sistema operativo de que Abel falou e a equipa nunca descansou e procurou sempre mais golos, buscou a superioridade que tem mas que precisa de demonstrar em campo, o que conseguiu, fechando o ano, em termos de campeonato, com uma vitória moralizadora, a melhor prenda para os adeptos bracarenses. Iremos jogar na Luz na frente do SL Benfica, o que não é uma situação muito usual, mas é muito motivadora. Venha agora a prenda de Setúbal...