Premium "O jogador mais eficaz do Braga-Vitória foi mesmo o guarda-redes Miguel Silva"

"O jogador mais eficaz do Braga-Vitória foi mesmo o guarda-redes Miguel Silva"

PASSE DE LETRA - Um Braga-Vitória tem o peso da história, tem a mística de um dérbi que encerra em si tudo aquilo que, como adeptos, gostamos no futebol

1 - Escrevi na minha anterior crónica que o jogo de Vila do Conde contra o Rio Ave tinha dois desfechos: ou a crise instalada (no caso de derrota) ou reação ao que terá sido só um mau momento (no caso de vitória). Felizmente para nós, adeptos do Braga, deu-se o segundo caso. Mas duma forma quase dramática, nos descontos. O certo é que estas vitórias nos descontos sabem melhor, principalmente quando se dá o caso - como aconteceu com o Rio Ave - de a equipa contrária insistir no antijogo reiterado. A equipa vila-condense fê-lo, tendo como principal protagonista o ex-galáctico Fábio Coentrão, que, após o golo do Rio Ave, esteve mais tempo na posição horizontal do que na posição ereta, própria de um jogador de futebol. Por isso, ele "mereceu" aquele golo de Wilson Eduardo, já depois dos 90 minutos, efusivamente festejado pelos colegas e pelos adeptos. A delicadeza do jogo ficou demonstrada na equipa apresentada por Abel Ferreira, ao colocar Fransérgio (que não é um avançado de raiz) na frente de ataque ao lado de Dyego Sousa. Ainda que tal transmitisse a ideia de alguma cautela, o certo é que na primeira parte só deu Braga, que, juntamente com o vento, encostou o Rio Ave no seu meio-campo e fartou-se de falhar golos. O Rio Ave, quando, na segunda parte, teve a nortada como aliada, marcou logo na primeira oportunidade que teve. Mas a equipa entregou-se, jogou esforçadamente e acreditou mais de que alguns adeptos. No fim, vencemos merecidamente.