Premium É preciso outro Braga num dezembro decisivo

É preciso outro Braga num dezembro decisivo

PASSE DE LETRA - Neste mês de dezembro, a equipa porá à prova a sua estâmina, pois terá cinco jogos, todos difíceis (o de ontem já passou), sendo que apenas um dos jogos será caseiro.

1 - O jogo de ontem, frente ao Tondela, inaugura um mês que promete ser o primeiro grande teste de longa duração às aspirações reais do SC Braga nesta época de 2018/19. Neste mês de dezembro, a equipa porá à prova a sua estâmina, pois terá cinco jogos, todos difíceis (o de ontem já passou), sendo que apenas um dos jogos será caseiro. E temos a deslocação ao Estádio da Luz. E a eliminatória da Taça de Portugal frente ao Setúbal, em casa destes. Enfim, um mês, cinco desafios e muito em jogo. Dezembro será, para mim, um mês que pode definir se a luta pelo título é um sonho/desejo ou um sonho/realidade. Além da manutenção naquele que é, para mim, o nosso objetivo mais "realista": a presença na final do Jamor. E o jogo de ontem mostrou que é preciso estar consciente das potencialidades e, principalmente, das nossas limitações. Foi um jogo que valeu pelos pontos que conquistámos. Mas foi um mau jogo da parte do Braga. Aliás, a segunda parte do jogo de ontem foi, talvez, o nosso pior momento nos jogos disputados esta época em termos de jogo ofensivo. Dei por mim a pensar como é que é possível uma equipa como o Braga, que já demonstrou, por muitas vezes ao longo desta época, que tem excelentes jogadores, que sabe fazer posse de bola e de qualidade, ter feito uma segunda parte daquela qualidade, em termos ofensivos. Não conseguimos ligar passes, sair a jogar, não conseguimos ser equipa. Defensivamente, estivemos com competência média e segurança. Mas isto não chega para enfrentarmos este temível mês de dezembro. Precisamos do outro Braga, daquele que já vimos muitas vezes esta época e que nos faz sonhar com as conquistas que ambicionamos. Mas apesar da fraca exibição, ganhámos e, por isso, cumprimos o objetivo. Siga para bingo.

2 - A UEFA tem-se desdobrado na tentativa de arranjar mecanismos de, por um lado, compensar a sua desastrosa política de distribuição de fundos (milhões e milhões para os clubes mais ricos e poderosos e tostões para os menos ricos), que promete aumentar o fosso já existente entre os clubes e minar a cada vez mais deprimida competitividade nas diversas competições nacionais e, por outro, tentar agradar a gregos e troianos. Lançou agora a Liga Europa 2, cujos contornos (pelo menos os que foram já anunciados) são, para mim, desastrosos. No fundo, trata-se de criar, sob o pretexto de um alargamento da Europa do futebol a um maior número de clubes, uma maior divisão entre os mesmos, aumentando o fosso. Para Portugal, país cuja seleção é a campeã da Europa, esta Liga Europa 2 (será a terceira divisão do futebol europeu) tem consequências gravosas para os clubes tradicionalmente "europeus", retirando-lhes a entrada direta na fase de grupos da Liga Europa. Esperemos que a nossa Federação e a Liga deem as mãos e nos defendam...