Opinião

PremiumMiguel Pedro

Taça: o imperativo categórico e o rival Rio Ave

O Braga inicia domingo a sua participação na designada "prova-rainha do futebol português". A conquista deste troféu é, para os bracarenses (adeptos e estrutura dirigente), a maior ambição, em termos realísticos, para a época 2018/19. Na verdade, se a conquista do título é por todos percecionada como "um sonho", algo quase inalcançável, vencer a Taça de Portugal é não só uma possibilidade real como quase um imperativo categórico. Vencer um troféu desta natureza é de grande importância para um clube com a dimensão e as aspirações do Braga, pois permite, por um lado, uma celebração catártica do clubismo e, por outro, afirmar e reforçar os laços do clube com a comunidade (principalmente no que respeita à captação do interesse clubista nos mais novos). E, na verdade, o Braga tem tido nos últimos anos consciência da importância de se vencer este troféu.

PremiumMiguel Pedro

Exemplo impossível e o dérbi que já se começou a jogar 

1 - O grupo de clubes e SAD designado como G15 tem sido uma espécie de contrapoder ou, pelo menos, um contrabalanço do poder que os três tradicionais grandes detêm no futebol. Têm conseguido algumas medidas que são benéficas - digo eu - na tentativa de transformar o campeonato português numa competição mais atrativa, mais igual e mais...competitiva. Que isso seja assim, isto é, que sejam os 15 a "olhar pela sua vida", na tentativa de se aproximarem dos três crónicos grandes e estes a reagir negativamente às propostas do grupo (presumo que ninguém gosta de largar mão do poder que tem), parece normal. O que já não seria normal, pelo menos em Portugal com estes "três grandes" do costume, seria a proposta que os três maiores clubes holandeses fizeram ao organismo que rege a competição profissional na Holanda; Ajax, Feyenord e PSV Eindhoven querem que 10% das receitas milionárias que os próprios angariam na Liga dos Campeões seja distribuído pelos restantes clubes da Liga holandesa. O objetivo, explicam os proponentes, passa por dotar todos os clubes de uma capacidade financeira mínima de forma a tornar a competição mais competitiva e elevar o nível do futebol holandês. E acabar com os relvados sintéticos é a contrapartida (justa) desta altruísta proposta. Em Portugal, nem em sonhos isto aconteceria...

Miguel Pedro

Bruno de Carvalho agora como Buda da paz

1 - Na passada semana, o futebol português acordou com uma notícia esperançosa: Bruno de Carvalho, esse Grande Pacificador, o Papa das boas relações do desporto, o Buda do futebol Zen, sim, esse mesmo, veio pedir a realização de uma cimeira ao mais alto nível para colocar um final definitivo no ambiente de hostilidade em que vive o futebol português neste final de campeonato. E fê-lo após um jogo com o SC Braga em que o Presidente dos minhotos se insurgiu contra uma arbitragem tendenciosa de Nuno Almeida no jogo Braga-Sporting. Nesta sua nova pele pacifista, até parece que nunca Bruno de Carvalho, este ano ou em anteriores, fez algo que contribuísse para esse ambiente de hostilidade do futebol, quer contra árbitros ou entre os próprios clubes.

Miguel Pedro

José Peseiro e a síndroma Calimero

O início do jogo da final da Supertaça contra o SL Benfica foi algo de muito constrangedor. Os jogadores do SC Braga estavam totalmente perdidos, sem qualquer noção (aparentemente) do que se pretendia deles, em termos táticos. Não deixa de ser curioso que, momentos antes do primeiro golo dos benfiquistas, os comentadores da TVI referiam que o Braga não se estava a dar bem com o seu 4x3x3, tendo o outro comentador de serviço referido que, para ele, o Braga não estava em 4x3x3, mas sim num 4x5x1, ao que o terceiro comentador acrescentou que não, que o Braga estaria a jogar num 4x2x3x1...