Premium Talvez fosse tempo de levarmos Bruno Lage a sério

Talvez fosse tempo de levarmos Bruno Lage a sério

BOLA DE TRAPOS - A coluna semanal de Miguel Carvalho, hoje sobre Bruno Lage, o treinador do Benfica.

Se dúvidas havia, o decurso desta época provou, até ao fastio, que os processos judiciais do futebol e a guerrilha mediática a eles subjacente, ao invés de atingirem de forma irremediável os clubes visados, acabam por unir a família e são meio caminho andado para o sucesso.

Dois exemplos: no auge do caso Apito Dourado, aí entre 2004 e 2009, o FC Porto foi campeão cinco vezes em ambiente de fortaleza medieval inexpugnável. Percorreu caminho minado e teve cartuchos de sobra para a retórica pistoleira sobre alegadas perseguições do Ministério Público, ao mesmo tempo que enfrentava ressabiamentos literários de alcova e adversários dentro de campo. Já esta época, e enquanto era fustigado pela ressaca do "striptease" digital dos tempos modernos e se conheciam revelações comprometedoras sobre a existência de "toupeiras" amigas nos tribunais, o Benfica conquistou o seu 37.º título.