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Ronaldo e Messi: não se pode juntá-los no mesmo clube?
Miguel Carvalho

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BOLA DE TRAPOS - Um artigo de opinião de Miguel Carvalho.

Serão exageradas as narrativas que assinalam o lusco-fusco das carreiras de Cristiano (36 anos) e Messi (33). Mas a eliminação prematura da Juventus e do Barcelona da "Champions" trouxe à tona a verdade submersa que os adeptos receiam enfrentar: de facto, a mais extraterrestre dupla de rivais do futebol moderno prepara-se para lidar com a encruzilhada mais difícil do seu percurso.

No caso do argentino, existem evidências de que o génio continuará fora da lâmpada por mais algum tempo, mas também sinais de que já não se encaixa na moldura catalã onde consolidou as suas artes mágicas e a partir da qual nos encantou. Desconheço se é caso típico de saturação, de desconforto ou de pouca identificação com as escolhas recentes feitas pelo clube. Ou tudo isso junto. Mas há, da cabeça aos pés de Messi, sinais de um adeus sentimental inevitável que se vai escrevendo dia após dia, embora gerido a conta gotas. A isso junta-se o olhar vago ou perdido de quem, melancolicamente, busca outros horizontes para um ocaso épico. O assédio do PSG é público, mas concorre com a ambição e os desejos do regressado presidente Laporta. Conseguirá ele convencer o eterno 10 a aceitar contrato vitalício para continuar na Catalunha? Se sim, o que motivará Messi além de uma nova e recheada lotaria para a sua conta bancária?Já