Exclusivo Morrer em campo, metáfora e tragédia

Morrer em campo, metáfora e tragédia

Há dias, Alex Apolinário, atleta do Alverca, do Campeonato de Portugal, também se despediu do futebol e da vida como Fehér: a jogar futebol. Ainda esteve em coma por uns dias, mas não resistiu à paragem cardiorrespiratória durante o desafio com o Almeirim. Coincidência: tal como o húngaro, tinha 24 anos.

Todos guardámos memória daqueles momentos em que somos espectadores involuntários de tragédias coletivas.

A minha geração sabe onde estava quando caiu o avião onde viajava o antigo primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro (1980), o que fazia durante os ataques às Torres Gémeas (2001), onde foi surpreendida pela queda da ponte de Entre-os-Rios (2001) ou o que sentiu quando o jogador do Benfica, Miklós Fehér, caiu inanimado, no relvado de Guimarães, fará 17 anos no próximo dia 25.