Exclusivo Marchesín, o herói esquecido

Miguel Carvalho

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BOLA DE TRAPOS- Um artigo de opinião de Miguel Carvalho.

No foguetório que se seguiu à passagem do FC Porto aos quartos de final da Liga dos Campeões, Marchesín foi o filho de um Deus menor. Todos - mea culpa, mea culpa - exultaram com os feitos do indomável Sérgio Oliveira e a juvenil veterania de Pepe, mas a exibição do argentino pareceu apenas um detalhe naquele desempenho coletivo soberbo.

"Goleiro não ganha jogo, só perde", ironizava Yustrich, em finais da década de 1960. Nessa época viveu Barbosa, titular da seleção brasileira que perdeu no Maracanã a final do Mundial com o Uruguai (1950), condenado ao ostracismo pelo crime de estar no lugar errado na maior tragédia brasileira com a bola nos pés.