Premium Varandas, afinal, também fala de árbitros?

Varandas, afinal, também fala de árbitros?
Manuel Queiroz

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Este ano, entre os três grandes, ninguém se pode queixar muito.

Há um princípio que convém recordar: os campeões têm sempre uma justiça imanente. Todos os estudos mostram que o clube mais prejudicado pelos árbitros é o teu e, este ano, entre os três grandes ninguém se pode queixar muito. Mas é evidente que quem se queixa e fala em injustiça faz o mesmo que fizeram os que perderam anteriormente. É a vida.

O Benfica foi um campeão justo e o FC Porto obrigou-o a ser muito competente, porque fez 85 pontos, que em muitas épocas davam para ser campeão, e esteve na frente 18 jornadas (contra 13 do Benfica). Os 49 pontos em 51 possíveis conseguidos pela equipa de Bruno Lage na segunda volta, 17 jornadas em que fez quase tantos golos como FC Porto e Sporting juntos (66 contra contra 77), por exemplo, é que é verdadeiramente anormal e único. Sem Champions (e não por acaso ganhou no Dragão antes do FC Porto-Roma 3-1, enquanto o Benfica perderia em Zagreb numa das suas piores exibições), poupando gente na Liga Europa, teve sempre uma dinâmica altíssima no campeonato. E fez a diferença nesse jogo decisivo. Porque a diferença foi mesmo pequena.