Premium "Sofrer dois golos a jogar contra 10 não é bom, mas 4-2 é"

"Sofrer dois golos a jogar contra 10 não é bom, mas 4-2 é"

O jogo ficou muito marcado pela expulsão de Ndika, sim, mas o Benfica foi capaz de desmontar o adversário ao mesmo tempo que fez rotação de jogadores

Grande resultado do Benfica, perante um Eintracht que nunca tinha sofrido quatro golos nesta edição da Liga Europa, na qual, aliás, nunca tinha perdido (oito vitórias, dois empates, nos dez jogos feitos até agora, e, nos seis do seu grupo, com Lázio e Marselha, ganhou todos). Contra dez durante 70 minutos, e sofrer dois golos assim não é bom, mas 4-2 é bom, mas não fecha a eliminatória.

Grande figura foi, obviamente, João Félix, com um hat trick e participação no outro golo (a bola desviou-lhe nas costas e sobrou para Rúben Dias cabecear sozinho para o golo). Aos 19 anos e meio e depois de jogos menos conseguidos, ontem esteve bem. Muito móvel, apareceu muitas vezes a baixar para ser ele a fazer o passe para a entrada de Gedson, por exemplo. Como no penálti e consequente expulsão do jovem francês Ndika, de 19 anos (os avançados amadurecem mais cedo que os defesas, até porque a pressão é diferente). Félix deu um recital, beneficiando de algum espaço mas sabendo aproveitá-lo. Como disse Bruno Lage, o Benfica jogou sem ponta de lança perante três defesas-centrais e meteu quatro golos. Mais ainda: para uma das equipas mais altas da Bundesliga, jogou com vários pequenotes. O futebol tem muitas cambiantes.