Premium Os líderes técnicos

Para ser justo, enquanto Sérgio Conceição teve os três centrais, o sistema funcionou defensivamente.

O FC Porto perdeu pela segunda vez no segundo jogo fora e continua sem marcar um golo fora do Dragão. E se em Roterdão teve oportunidades, ontem praticamente não as teve e ficou à mercê de um Rangers que não é um colosso mas tem um excelente jogador no ponta de lança Alfredo Morelos, que tem 23 anos e custou um milhão de euros vindo de Helsínquia.

Foi um jogo equilibrado, sim, em que Sérgio Conceição decidiu jogar com três centrais, coisa rara nele. Para ser justo, enquanto os teve, o sistema funcionou defensivamente. Mas parece uma incongruência não ter mais nenhum central no banco. E para jogar assim, as dificuldades de chegar à frente foram enormes. Os líderes técnicos da equipa (Corona, Otávio, Nakajima, Uribe, Luis Díaz, saiu do banco só a seguir ao intervalo, Zé Luís está vazio) não aparecem. Secaram, parece. E sem o líder Pepe, sem líderes técnicos, não há ataque. Pode haver defesa, como houve, mas não mais do que isso. Se ganhar os dois jogos, a equipa apura-se, mas neste momento isso seria uma surpresa.