Premium Héctor Herrera, o outro HH

Manuel Queiroz

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Hector Herrera, mexicano, comandou a equipa do FC Porto em grande estilo, marcando o primeiro golo e fazendo o passe a isolar Marega para o segundo.

Houve noutros tempos um HH que era treinador, ganhou a Taça dos Campeões no Inter de Milão (duas vezes), andou também por Portugal no Belenenses, por Espanha (campeão). Helénio Herrera, nascido na Argentina, treinador do "catenaccio", do jogo defensivo, dos "mind games", ganhou o direito a ser tratado por HH pelas suas muitas vitórias.

Há outro HH a ganhar direito a usar a sigla pelos seus feitos futebolísticos. Hector Herrera, mexicano, comandou a equipa do FC Porto em grande estilo, marcando o primeiro golo e fazendo o passe a isolar Marega para o segundo. E ainda bem mais coisas, sobretudo porque soube acalmar o jogo quando era necessário, soube não perder a bola mesmo em situações de inferioridade e ao fim de cinco anos está na sua melhor forma de sempre. Sérgio Conceição fez questão de dizer anteontem que tinha saído da equipa por estar fisicamente condicionado

Não jogou sozinho HH para a equipa conseguir a terceira vitória em quatro jogos, chegando quase aos 10 milhões em prémios só pelos pontos conseguidos. Marega ajudou muito, Felipe, Danilo, Óliver. Marega com a sua velocidade perante os lentos centrais do Lokomotiv, tirou logo um amarelo a Corluka, e anunciou logo ao que vinha, caindo muito nas alas para Herrera, Oliver e Brahimi entrarem pelo meio. Como no primeiro golo.

O FC Porto de Sérgio Conceição tem hoje muitos jogadores em boa forma, sobretudo a construir - HH, Danilo, Corona, Otávio, Óliver, Brahimi mesmo - um número como não tinha há muito tempo e por isso entra um e sai outro e a equipa até melhora. Mas ainda tem que subir um patamar em termos coletivos, talvez melhor em termos de harmonia coletiva. Porque houve momentos de desequilíbrio na segunda parte e o jogo acabou por se decidir com o terceiro golo, de Corona (outro grande jogo do mexicano, finalmente em forma Champions ao fim de tantos anos), em que a equipa soube aproveitar uma bola mal batida pelo guarda-redes Guilherme. Isso sim, a equipa soube sempre que tinha que estar alerta porque era sempre possível ganhar a bola lá à frente. Tantas vezes se conseguiu isso. Deve haver Champions em fevereiro para os portistas, pelo menos.