Premium "Há casos em que mais vale jogadores cansados do que outros bem frescos"

"Há casos em que mais vale jogadores cansados do que outros bem frescos"

Lage tinha um dilema: começar forte ou com uma equipa B. Optou pela segunda hipótese mas teve de recorrer aos que guardava para domingo.

Teria sido uma pena o Benfica não passar esta equipa do Dínamo Zagreb, que está muito longe de ser do mesmo nível do líder da Liga portuguesa. Foi preciso prolongamento e é necessário compreender o dilema de Bruno Lage: começar forte e com todos os melhores em campo para tentar resolver logo a eliminatória ou tentar fazê-lo com uma equipa B de início e, se não conseguisse, pôr em campo os quadros. Optou pela segunda hipótese mas teve o custo adicional do prolongamento e domingo tem jogo, não fácil, em Moreira de Cónegos.

Não era evidente a escolha e nem tudo se pode planear ao milímetro, embora as evidências fossem de que o melhor Benfica ganharia com alguma facilidade. Ou seja, que era melhor começar com tudo. Mas o pior para domingo, acho eu, era não passar. Ainda houve esse risco, porque Jonas só desbloqueou o 0-0 à entrada do último quarto de hora, mas era quase impossível sofrer um golo deste Zagreb. Que, aliás, só marcou uma vez e de penálti em 210 minutos.