Premium Bruno Fernandes é ADM

Um elogio merece também Marcel Keizer, num momento em que se põe em dúvida a sua continuidade, porque foi capaz de mexer bem numa equipa com a mentalidade certa.

Quinta final da Taça de Portugal entre FC Porto e Sporting, neste caso com a particularidade de serem dois jogos seguidos - na última jornada do campeonato, no Dragão, e depois no Jamor, no sábado seguinte (porque há eleições europeias no domingo). Neste século, os leões só perderam uma de seis finais com o FC Porto, juntando todas as competições, e foi em 2000 (falta saber se toda a gente acha que esse ano pertence já ao séc. XXI).

Bruno Fernandes é a figura da prova até agora - marcou em todos os jogos -, e ontem decidiu a eliminatória com um grande golo a um quarto de hora do fim. Vigésimo sexto golo da época para o médio que ontem foi mais terceiro avançado, jogando livre. Claro, quem está com o pé quente como ele tem de ser colocado em posição de poder rematar à baliza - ainda atirou à barra num livre. O seu tiro é uma arma de destruição maciça (ADM). Grande exibição, mais uma, que o coloca seguramente em posição de ser mais difícil de segurar por parte do Sporting (já as ações de João Félix, pelo contrário, estão a descer). Tantos golos, deu muito nas vistas. Foi bem secundado por Mathieu e Wendel, embora toda a equipa tenha lutado. Mas Bruno Fernandes faz jus ao princípio de Pareto - 20% da equipa é responsável por 80% do jogo. Neste caso, é menos do que 20%, porque se o tirarem a ele... Um elogio merece também Marcel Keizer, num momento em que se põe em dúvida a sua continuidade, porque foi capaz de mexer bem numa equipa com a mentalidade certa.