Premium Sérgio Oliveira no meio-campo do FC Porto: parece que nunca dali saiu

Sérgio Oliveira no meio-campo do FC Porto: parece que nunca dali saiu

PLANETA DO FUTEBOL - Os clones são todos diferentes. A crónica de Luís Freitas Lobo.

1 - Não existem clones no futebol. Todos os jogadores, mesmo os parecidos, são diferentes. Esta (óbvia mas contrariada) constatação não implica, porém, que a cada saída dum jogador e entrada dum novo, o treinador tenha de mudar a sua ideia de jogo. Terá, naturalmente, de adaptar as características que mudam em determinados aspetos tático-técnicos de influência individual no processo coletivo, mas na filosofia macro de jogo, deve manter-se fiel a ela.

Penso nisto vendo como Lage e Conceição lidam com as saídas de dois jogadores-chave nas dinâmicas das suas ideias de jogo: João Félix e Herrera, respetivamente segundo avançado entre linhas e motor n.º 8 de condução e rutura do meio-campo. Os últimos dois jogos (Supertaça e pré-eliminatória da Champions) já deram indícios de resposta. Duas operações de transformação estilística-posicional delicadas. Uma pela criatividade, outra pela rotação tática.