Premium Estas são caras do futebol

Jonas "decide" o treinador, Keizer ordena o primeiro toque, Sérgio Conceição festeja como se sente e Claudemir afina o relógio

1 - Quando Jonas rematou cruzado aquela bola que valeu o 1-0 já na segunda parte e festejou o golo, trepando bancadas a beijar o emblema para se abraçar aos adeptos, alguém que tivesse visto e não soubesse de nada, imaginaria que esse golo valia um título. Mas não, era "apenas" um jogo com o Feirense à 11ª jornada. Um jogo, claro, importante, mas sobretudo porque o "interior benfiquista" o levou a atingir tal dimensão. Rui Vitória continua treinador do Benfica. A opção teve origem num "feeling". Ser treinador em Portugal é uma profissão surrealista. A única razão sólida para alguém continuar, sobretudo como treinador dum grande, seria (é) só a competência. Como ficará se a bola tiver vontade (o "feeling") de bater no poste no próximo jogo? Mais uma vez se prova como os jogadores ficam à frente de todas as decisões. À frente de adeptos, imprensa, (o treinador, claro), diretores e até o próprio presidente. Sigam o Jonas!