Exclusivo Clássico: uma clivagem impensável no início da época

Clássico: uma clivagem impensável no início da época
Luís Freitas Lobo

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PLANETA DO FUTEBOL - Um artigo de opinião de Luís Freitas Lobo.

1 Terão sido quase 80 metros dos 105 que vão duma baliza à outra. Na última jogada em que, após um canto, a equipa do Benfica subira toda, a bola foi cortada/aliviada (por Pepe, claro) e, de repente, Pepê viu quase todo o relvado da Luz para correr. Foi um maratona com bola em menos de 10 segundos até, no instante certo, levantar a cabeça e fazer o passe que o outro "sprinter"(sem bola), Zaidu, finalizou com uma técnica feita ironia futebolística a todas as análises sobre o seu futebol tão disfuncional como imprevisível (em tudo).

Antes, teriam sido só 2 centímetros a decompor como uma rã num laboratório (a "tese dos frames") aquele passe longo que Darwin transformaria num gesto de técnica, coordenação em espaço curto e remate, no tal golo do orgulho.